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Com mais de 29 anos de atividade, a SOBRATEMA - Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração se dedica a propor soluções para o desenvolvimento tecnológico do setor, difundir o conhecimento e informações, participar da formação, especialização e atualização de profissionais que atuam no mercado brasileiro da construção e da mineração.

A entidade conta com o apoio de mais de 1 mil associados (profissionais e empresas de construção, de locação, fabricantes e prestadores de serviços) e de parceiros estratégicos, que englobam as principais entidades representativas de profissionais no Brasil e no exterior.

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Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração

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maio 17 , 2018

Análise vibratória de fundações deve seguir métodos adequados

A execução de fundações exige cuidados especiais, pois é necessário que a interação entre máquina e fundação trabalhe de forma segura, com adequado funcionamento dos equipamentos e garantia do conforto humano. No Brasil, os maiores especialistas são em grande parte engenheiros mecânicos, enquanto que os programas de graduação em engenharia civil contemplam a análise dinâmica das fundações apenas de forma parcial. Além disso, não existe uma norma ABNT específica sobre este tema, apenas a ABNT NBR 6122 – Projeto e execução de fundações, portanto a referência mais utilizada é a N-1848 Projetos de Fundações de Máquinas, texto formulado pela Petrobras.
 
                Foto: Revista M&T 
 
 
Além dela, existem normas estrangeiras que também podem auxiliar especialistas brasileiros. Antes de iniciar a análise dinâmica de uma fundação de máquina, algumas informações devem ser observadas, como: parâmetros do solo – posição e natureza das camadas do solo, cota máxima do lençol freático, massa específica do solo, entre outros –, parâmetros do equipamento – frequências críticas de operação, cargas dinâmicas e peso do conjunto ou dos elementos do conjunto –, e parâmetros geométricos da fundação. 

O método de análise de fundações sob solicitações dinâmicas mais empregado no Brasil é a simplificação do modelo estrutural a partir do uso de molas de referência, o que pode gerar imprecisões, pois as molas comumente utilizadas em análises vibratórias convencionais podem não reproduzir com rigor o comportamento de interação entre solo e estrutura.
 
Tendo em vista as deficiências na execução de fundações de máquinas sobre estacas, pesquisas acadêmicas já apontam soluções para otimizar tal processo. Uma das soluções seria utilizar programas computacionais de elementos finitos para fins de aplicação prática. Alguns programas permitem, por exemplo, representação em 2D ou 3D do sistema analisado. Além de aspectos gerais apresentados virtualmente, como deslocamento e velocidade, os programas digitais permitem conhecer pontos mais específicos, como múltiplas camadas de solo e análise de viabilidade de instalação de amortecedores contra reflexão das ondas, o que reduziria a perda de energia por radiação.
 
O assunto foi abordado na tese de mestrado Análise Vibratória de Fundações de Máquinas sobre Estacas, defendia por Guilherme Alan Souza Costa na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (EURJ) com orientação de Marcus Peigas Pacheco. 

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maio 10 , 2018

Execução adequada de estruturas em concreto armado previne patologias

A execução de estruturas em concreto armado é uma etapa complexa, pois envolve diferentes materiais e fornecedores, além de exigir frentes de trabalho sincronizadas. Cuidados nessa fase construtiva e o cumprimento adequado de normas contribuem para a prevenção de patologias que podem ameaçar a segurança de usuários em edificações e dificultar a obtenção de certificados de qualidade, almejados por muitas construtoras e incorporadoras.

 

A manipulação incorreta de fôrmas de madeira é apontada por estudos acadêmicos como uma das principais responsáveis pelo surgimento de patologias. Isso se deve, principalmente, ao uso de ferramentas inadequadas, como pé-de-cabra e martelo, no processo de montagem e desmontagem dessas peças. No caso de execução de pilares, vigas e lajes em concreto armado, é esse último elemento o que está sujeito ao maior risco de problemas, devido principalmente ao tráfego de pessoas e materiais. Também é necessário atentar - em lajes, pilares e vigas -, para o posicionamento correto dos espaçadores de armaduras; sem esse cuidado o adensamento do concreto é comprometido, facilitando a exposição do material metálico a agentes externos. Áreas com excesso de armadura também podem prejudicar a fluidez do concreto.

Frente ao grande número de detalhes presentes na execução de estruturas em concreto armado, algumas técnicas já são conhecidas para otimizar o processo como, por exemplo, a aplicação de mantas sobre lajes ainda frescas, a fim de retardar a vaporização da mistura de concreto; outro cuidado é a utilização de aparelhos com laser para medir o nível de fôrmas que, por sua vez, devem estar sempre limpas para garantir a aderência do concreto às barras. Ainda é recomendado que o acesso de caminhões betoneiras ao canteiro de obras seja planejado com antecedência, assim como o plano de desenforma, respeitando os resultados dos corpos de prova.

Além dos problemas e soluções próprios da concretagem, um projeto bem feito pode evitar atrasos no cronograma, gastos não previstos e patologias após a entrega da obra. Algumas das falhas mais comuns dessa fase são erros de dimensionamento, falta de padronização das representações e especificação inadequada de materiais. Outras considerações sobre o tema estão na dissertação de mestrado "Aspectos Executivos e a Qualidade de Estruturas em Concreto Armado: estudo de caso", de autoria de Leandro Teixeira Takata, orientação de Jasson Rodrigues e defendida na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).

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maio 03 , 2018

Safra estimula negócios com equipamentos de construção utilizados na agricultura

A previsão da Conab – Companhia Nacional de Abastecimento de colher a segunda maior safra agrícola da história pode contribuir para ampliar as vendas de equipamentos para construção utilizadas nas atividades da agricultura. De acordo com a mais recente projeção para a safra de grãos, a perspectiva é de uma colheita da ordem de 229,5 milhões de toneladas para o período 2017/2018. O otimismo em relação aos números tem estimulado negócios em vários elos da cadeia produtiva. Tanto que numa feira agrícola realizada no interior de São Paulo, o crédito disponibilizado para o financiamento de máquinas e implementos em geral teve forte crescimento.
 
Foto: Revista M&T 
 

Algumas instituições financeiras chegaram a anunciar a liberação de linhas de financiamentos pré-aprovadas de até R$ 1 bilhão. No caso dos negócios iniciados nas diversas feiras promovidas em várias regiões do país, o trâmite burocrático de crédito é facilitado pois, em geral, os bancos adotam a estratégia de facilitar a análise cadastral e muitos clientes já vão para exposição com uma carta de crédito pré-aprovada. Isso agiliza a tramitação, pois ele tem só de escolher o equipamento que planeja adquirir e ir até o estande do banco para concluir a negociação.

Além da atuação dos bancos nessas feiras, a maioria dos fabricantes de equipamentos para construção, que normalmente estão presentes nesse tipo de exposição, também leva para os eventos toda sua equipe dedicada a operar financiamentos, o que facilita o fechamento de negócios. Segundo a estimativa de algumas das fabricantes, há uma perspectiva de crescimento nas vendas deste ano em comparação com as de 2017. O estímulo à venda de equipamentos para construção tem outro potencial expressivo de expansão por meio das instituições de crédito ligado a cooperativas, uma modalidade de acesso a crédito com intenso crescimento nos últimos anos.

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abril 26 , 2018

Uso de reciclados do gesso é prática viável para a construção civil

A discussão sobre o uso do gesso muitas vezes leva em conta a sustentabilidade, pois há alto grau de desperdício em função da propriedade de endurecimento rápido, gerando muitos resíduos de construção e demolição. Uma das soluções seria reintroduzir o gesso na cadeia produtiva, por meio da reciclagem dos resíduos do material. No Brasil, tal solução ganha respaldo com a instituição da Política Nacional de Resíduos Sólidos e, portanto, do aumento de responsabilidade dos geradores de resíduos, como construtores e fabricantes.
 
 
O uso do gesso pela construção civil brasileira é referenciado pela ABNT NBR 13207:2017 e estabelece exigências físicas e mecânicas mínimas, além de aspectos de recebimento e manipulação do material. Os resíduos de gesso para uso em revestimento, placas de forro, moldura de acabamento e outras peças também devem atender aos mesmos requisitos de desempenho, em categorias como propriedades físicas, mecânicas, química e de microestrutura. Uma técnica largamente empregada no tratamento do gesso reaproveitado é a calcinação, ou seja, submeter o material a altas temperaturas, objetivando alterações na estrutura cristalina. Estudos nessa área já concluíram que o gesso reciclado, em alguns casos, tem propriedades mecânicas de resistência à compressão e tração com valores superiores aos do gesso comercial de referência.
 
Sobre o gesso reciclado transformado em pasta, já foi demonstrado que os tempos de início e fim de pega do material são maiores se comparados aos das pastas produzidas com gesso comercial. Isso acontece porque o material reciclado exige maior relação de água/gesso, influenciando na cinética de hidratação da pasta. Também já foi provado que há influência direta do tempo, temperatura de calcinação e do fator água/gesso nas resistências à compressão e à tração na flexão. Gessos reciclados de placa GP8, por exemplo, já demonstraram melhores resultados quando calcinados à 200° C por 2 horas. Os gessos reciclados de revestimento GR9, por sua vez, são mais bem aproveitados quando calcinados por 4 horas, com ação da mesma temperatura.

Embora viável, a aplicação da reciclagem do gesso na construção civil, ainda exige cuidados como, por exemplo, aplicação de aditivos para aumentar o tempo de trabalho da pasta de gesso. Outras observações sobre o assunto estão presentes na dissertação Reciclagem de Resíduos de Gesso de Construção para uso em Revestimentos, Placas de Forro e Molduras de Acabamento, de autoria de Carlos Alberto Hermann Fernandes, orientação de Janaíde Cavalcanti Rocha e defendida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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abril 18 , 2018

Obra de Arte Especial exige método eficiente de vistoria

Tendo em vista a importância daquilo designado como Obra de Arte Especial, percebe-se a necessidade de avaliar o estado de conservação desses empreendimentos, por meio de vistorias sistemáticas e regulares. Tal medida minimiza o processo de deterioração, a ocorrência de acidentes graves e até o colapso da estrutura. Não há, entretanto, um consenso sobre os procedimentos específicos para a classificação de pontes, viadutos e outras Obras de Arte. No Brasil, existe o referencial metodológico oferecido pelo Departamento Nacional de Infraestruturas e Transportes (DNIT) e publicado em diversos textos, como o Manual de Inspeção de Pontes Rodoviárias, atualizado pela última vez em 2004.  
 
                  Foto: Revista Grandes Construções 
 
 
O DNIT recomenda que técnicos e engenheiros contribuam para o aperfeiçoamento das técnicas de vistoria, utilizando o manual de maneira crítica. Também colabora na avaliação de Obras de Arte o trabalho de universidades, enquanto produtoras de conhecimento, e ações de entidades setoriais, que promovem o intercâmbio de dados entre profissionais brasileiros e do exterior. Dessa maneira, a comparação entre diferentes métodos de avaliação é inevitável. Por exemplo, o manual do DNIT define cinco tipos de inspeção: cadastral, rotineira, especial, extraordinária e intermediária. Já o COST 345, sistema de classificação usado na Europa, define três princípios: superficial, principal e especial. O COST 345 foi elaborado em 2007 por especialistas de 16 países europeus, lembrando a importância de diferentes experiências no processo de formulação de normas.  

A principal diferença entre os métodos reside na definição do inspetor. Alguns países envolvidos no COST 345, por exemplo, exigem a qualificação formal, enquanto outros exigem apenas experiência prática do profissional. O sétimo capítulo do manual do DNIT, por sua vez, define que o inspetor deve ser um engenheiro diplomado, auxiliado por consultores técnicos. Outro método de vistoria, o norte-americano Bridge Inspector's Reference Manual (BIRM), é mais específico em relação ao avaliador, atribuindo a esse profissional responsabilidade direta sobre a segurança dos usuários de determinada estrutura. O BIRM cita, por exemplo, que o encarregado da vistoria recomende o fechamento de pontes, caso seja necessário.    

O assunto foi estudado na dissertação Avaliação do Estado de Conservação de Pontes, de autoria de Ana Carolina Giovannetti, orientada por Roberto Caldas de Andrade Pinto e defendida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).    

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abril 11 , 2018

Medidas simples reduzem consumo de energia elétrica em edificações

O setor de edificações é um dos maiores consumidores de energia em termos globais e, levando em conta o ciclo de vida das construções, nota-se que o maior consumo ocorre na fase operacional. Nos últimos anos, os construtores têm pensado sobre consumo energético em termos de respeito ao meio ambiente, por vezes voltando a atenção para exigências de selos sustentáveis e utilização de fontes alternativas. O quadro vai ao encontro do Plano Decenal de Expansão de Energia projetado para 2024 pelo Governo Federal (PDE 2024), onde a matriz de oferta interna de energia elétrica prevê diversificação por meio de fontes renováveis, principalmente a biomassa e energia eólica.  

                      Imagem retirada da dissertação 

 

A utilização de energia em prédio comercial em uso e possíveis técnicas para redução do consumo foram analisadas por uma dissertação de mestrado, apresentada na Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Com o objetivo de colher dados empíricos, os pesquisadores dividiram as áreas internas do edifício pelo quesito de condicionamento artificial, relacionando-as com o tempo médio de permanência de usuários nesses locais. Desse modo, foram identificados quais cômodos apresentavam maior consumo de energia relativo a aparelhos de ar condicionado. Além do equivalente gasto em desempenho térmico de ambientes, foram medidos os níveis de consumo em iluminação e envoltório, ou seja, análise de todas as fachadas, coberturas e outras paredes em contato com o ambiente externo.   

A pesquisa usou a classificação PROCEL-Edifica do Inmetro como base de avaliação, classificando o prédio estudado na categoria C, de caráter intermediário e, portanto, com possibilidades de melhora no consumo de energia. Com as características identificadas, os pesquisadores propuseram soluções específicas para otimizar o consumo de eletricidade em edifício em fase operacional. As soluções apontadas foram: substituição de lâmpadas fluorescentes pelo modelo LED, alteração nos circuitos de iluminação, substituição de ares condicionados por modelos mais eficientes, inclusão de sombreamento na torre e uso de películas polarizadas nos vidros.  

A dissertação Eficiência Energética em Edificações - Estudo de Caso Tribunal de Justiça de São Paulo é de autoria de Antonio Luiz Ferrador Filho, com orientação de Alexandre de Oliveira e Aguiar. Está disponível para download neste link

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