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Com mais de 29 anos de atividade, a SOBRATEMA - Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração se dedica a propor soluções para o desenvolvimento tecnológico do setor, difundir o conhecimento e informações, participar da formação, especialização e atualização de profissionais que atuam no mercado brasileiro da construção e da mineração.

A entidade conta com o apoio de mais de 1 mil associados (profissionais e empresas de construção, de locação, fabricantes e prestadores de serviços) e de parceiros estratégicos, que englobam as principais entidades representativas de profissionais no Brasil e no exterior.

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Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração

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Arquivo da categoria: Construction Summit

junho 08 , 2017

BIM começa a ganhar espaço entre engenheiro e arquitetos brasileiros

O BIM (Building Information Modeling), ferramenta de execução de projetos que incorpora diversos aprimoramentos tecnológicos em todas as fases construtiva de uma obra, vem ganhando espaço na indústria brasileira da construção. Todos os envolvidos com o setor são unânimes em destacar que a plataforma deve promover uma importante ruptura na forma de conceber projetos por parte de arquitetos e engenheiros. Argumentam que ela oferece suporte ao projeto ao longo de todas as fases construtivas, possibilitando uma obra de melhor qualidade, feita mais rapidamente, com menos risco de erros e até com racionalização do uso de insumos.

Alguns profissionais entendem que há uma tendência forte indicando que, no médio prazo, deve ocorrer uma troca dos tradicional sistema de CAD, programa utilizado na elaboração de projetos arquitetônicos, pelo BIM. Há inclusive algumas empresas fabricantes de materiais de construção que já desenvolveram produtos especialmente voltados para aplicação em projetos executados com uso de BIM. Alguns fabricantes já estão, inclusive, disponibilizando catálogos em BIM.

Entre as muitas vantagens da utilização do BIM está a possibilidade de reunir toda a informação necessária à representação gráfica (desenhos rigorosos), análise construtiva, a quantificação de trabalhos e tempos de execução, desde a fase inicial do empreendimento até sua conclusão. É possível até incluir o processo de desmontagem da obra ao final do seu ciclo de vida útil, pois isso está contemplado no modelo.

O que pode impedir um avanço ainda mais significativo e rápido do uso do BIM na arquitetura e engenharia brasileiras são fatores relacionados com o elevado preço do software, a necessidade de investimento em equipamentos mais potentes e sofisticados para suportar os cálculos do modelo, além do treinamento e da capacitação do pessoal envolvido com as diferentes fases do projeto. E esse aspecto é decisivo para o sucesso do uso da ferramenta, pois ele exige que, além dos funcionários das construtoras, também os principais fornecedores de insumos ou prestadores de serviços também interajam utilizando a plataforma.  

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novembro 03 , 2016

Segmento da construção é terreno fértil para atuação de startups

Mesmo no atual cenário econômico marcado por instabilidades, há espaço para empreendimentos com produtos e serviços destinados ao setor de construção civil, desde que sejam inovadores e que apontem para campos ainda não explorados. Nos últimos tempos, um grupo de empreendedores, de várias partes do país, tem se destacado, sobretudo no desenvolvimento de soluções inovadoras relativas a projetos, forma de construir, de financiar e de vender empreendimentos no ramo imobiliário. 

Tais companhias integram um time caracterizado por ser jovem – algumas possuem meses de existência jurídica –, tocadas por empresários de perfil inovador, profundo conhecimento das modernas ferramentas de administração e marketing, sintonizados com as mais recentes tendências de comportamento e de consumo, atentos aos avanços tecnológicos e flexíveis para alterar as estratégias sempre que o cenário mudar. Batizadas de startups, essas empresas são marcadas também pela firme convicção de que necessitam quebrar paradigmas estabelecidos no mercado, oferecendo soluções inovadoras para problemas antigos.

Nesse sentido, o segmento da construção é terreno fértil para a aplicação de novas ideias, uma vez que possibilita oportunidades para desenvolver e oferecer soluções em termos de novos processos industriais; de sistemas construtivos mais avançados e flexíveis; alternativas para reduzir o tempo de execução das obras, o desperdício nos canteiros e, sobretudo, para ampliar as possibilidades da utilização de técnicas que agreguem valor sem elevar custos. 

As modernas startups ainda levam uma grande vantagens sobre o perfil antigo de empreendimento, pois já nascem num mundo no qual o acesso a informações e a técnicas avançadas de gestão é quase que imediato e, no geral, custam pouco, quando comparado com a sistemática antiga, sem tantos recursos de tecnologia da informação. Um exemplo disso é a possibilidade de acessar conteúdos que orientam como montar uma startup, como conseguir burilar ideias inovadoras ou treinar e motivar equipes. Multiplicam também eventos e encontros onde é possível haver a troca de experiências entre diversos empreendedores inovadores, inclusive no segmento de construção, num ambiente propício para fortalecer, testar e acelerar a concretização de novas ideias.

Postado em Construction Summit, Construction Expo , Semana das Tecnologias Integradas

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outubro 27 , 2016

O desafio e as oportunidades geradas pela Internet das Coisas no Brasil

A chamada Internet das Coisas, ou IoT (Internet of Things), que conecta aparelhos, veículos e outros dispositivos usando sensores eletrônicos e a web, vem tendo forte crescimento no Brasil, onde as estimativas de consultores projetam uma movimentação de US$ 7 bilhões nesse mercado, em 2020. De acordo com a consultoria IDC, deverão estar conectados no país cerca de 400 milhões de aparelhos domésticos, industriais ou públicos, além de dispositivos inteligentes que interagem entre si e com as pessoas.
 
          Foto: Hometeka 
 
 
Atualmente a IoT já pode ser constatada nos meios de transportes, tênis, roupas e maçanetas conectadas à Internet e a outros dispositivos, como computadores e smartphones. Uma aplicação que tem ganhado força é na área de energia elétrica, onde sensores capazes de monitorar remotamente o uso de energia elétrica e ajustar os fluxos auxiliam numa adequada distribuição por toda a rede elétrica, resultando em uso racional do recurso. Estudos de consultorias internacionais comprovam que esse tipo de tecnologia resulta em concreto aumento da eficiência operacional em diversas cadeias produtivas.
 
A medida que diferentes segmentos empresarias começam a enxergar possibilidades de redução de custos ou desenvolvimento de novos negócios a partir da IoT, a tendência é surgir novas janelas de oportunidades, com um avanço ainda maior da adoção dessa inovação tecnológica. A Mckinsey Global Institute elaborou um trabalho recente, no qual identificou três oportunidades advindas da IoT: otimização de operações em processos industriais; modelagem de negócios inovadores, principalmente em setores de transporte, por meio do uso de aplicativos ativados por geolocalizadores; e criação de valor B2B.
 
A partir de toda essa perspectiva de novas utilização da web, o país, principalmente devido a sua dimensão continental, demandará um grande esforço direcionado para dotar de cobertura de qualidade das suas redes de acesso que consigam dar suporte a todo esse universo de itens conectados. Atualmente, a estimativa é de que o Brasil tenha um total de 168 milhões de smartphones em uso. Nos próximos dois anos, a previsão é de que eles serão 236 milhões e tais aparelhos representam somente uma parte pequena do sistema de itens interligados. Tudo isso demandará grandes investimentos públicos e privados.

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agosto 04 , 2016

Ganhos de produtividade na economia dependem de dar prioridade à educação

Para diversos especialistas em gestão pública, a solução dos gargalos em infraestrutura enfrentados pelo Brasil também depende de uma atitude governamental e privada de encarar as lacunas educacionais com mais empenho. Alguns defendem até que a questão precisa ganhar o mesmo grau de prioridade dispensado, por exemplo, por países como a Coreia do Sul e a China, que fizeram da educação uma prioridade nacional e hoje já colhem os frutos com um aumento expressivo na produtividade geral do país. Isso se deu, segundo os analistas, devido a um elo forte entre governantes e governados. 
 
          Foto: Divulgação Instituto Opus 
 
 
Para isso, é necessário ter uma liderança que adote medidas de estímulo à educação, com ênfase em ciência e tecnologia. Com isso se estimula o jovem a se qualificar melhor para uma atividade profissional e até a sonhar com a possibilidade de se tornar um empreendedor, reforçando suas possibilidades de geração de renda. Do lado das empresas, elas ganham por ter em seus quadros pessoas mais bem qualificadas, o que resulta sempre em maior produtividade e também competitividade interna e externa. 
 
Essa maior competitividade, sobretudo num cenário mundial globalizado, acaba resultando num círculo virtuoso no qual a sociedade e a Nação de forma geral saem ganhando, uma vez que a economia tende a deixar de ser baseada na exportação de commodities, cujo valor médio não passa de US$ 35,00 o kg, para se tornar uma exportadora de produtos tecnológicos, cuja média de valor pode alcançar a casa de US$ 1.000,00 por kg. Além de produtos, com profissionais com excelência educacional, o país pode também se credenciar a ser um grande exportador de serviços, como ocorre no caso das empresas de engenharia. 
 
Nesse caso em particular, um exemplo notório do casamento bem sucedido da atenção e prioridade dada à educação que envolve engenharia é o da fabricante de aviões Embraer, que nasceu baseada em engenharia e tecnologia desenvolvida por profissionais altamente capacitados e que hoje disputa, em condições de igualdade, o seleto mercado mundial de aviões comerciais. Análises e tópicos como esses estão detalhados em reportagens da revista Grandes Construções.

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julho 28 , 2016

Os desafios urbanísticos do Brasil exigem atenção maior e planejamento adequado

O intenso processo de adensamento populacional das cidades brasileiras nos últimos 50 anos deve demandar um grande esforço no sentido de investimento em infraestrutura urbana capaz de atender as necessidades dessa gigantesca massa populacional. O que se nota é que o surgimento de 20 metrópoles e duas megacidades (São Paulo e Rio de Janeiro) não foi acompanhado pelos gestores públicos no que diz respeito a planejamento urbano e investimento na ampliação da infraestrutura. 
 
         Foto: Julio Boaro - CC by 2.0 
 
 
Uma prova do atraso na oferta de condições básicas é o fato de que, em 1954, o Brasil tinha 2 milhões de domicílios urbanos e, em 2010, esse volume saltou para 60 milhões, mas apenas 48% desses domicílios podem ser considerados urbanizados, pois somente a metade deles possui rede adequada de abastecimento de água e esgoto. Outro dado preocupante apontado por especialistas é que desse total de moradias, apenas 1/5 foi financiada por políticas públicas de habitação, comprovando que o maior esforço foi feito pelas famílias.
 
Nesse sentido, é necessário um grande empenho do Estado para qualificar melhor esses espaços urbanos, de forma a reduzir as necessidades sociais, sobretudo das regiões mais carentes, de maneira que elas possam receber as melhorias, reduzindo assim o chamado passivo socioambiental do país. Para urbanistas, arquitetos e engenheiros, as soluções que foram dadas no passado tendem a empurrar as populações para longe dos centros urbanos, onde já existe infraestrutura básica. Tal movimento amplia ainda mais a necessidade por obras desse tipo. 
 
Na avaliação de renomados urbanistas, as autoridades junto com os setores ligados à engenharia e arquitetura necessitam debater com profundidade as questões referentes às cidades, de forma clara e transparente, visando reduzir essas disparidades. Questões como limitações financeiras dos estados e aumentos de impostos federais que acabam por desmotivar a iniciativa privada precisam entrar em pauta. Do lado empresarial, é preciso também a busca de soluções urbanas inovadoras e, sobretudo, valorizar o planejamento, uma etapa que no Brasil costuma ser bastante negligenciada. 
 
Todos esses pontos relativos aos desafios urbanísticos do Brasil estão detalhados e analisados na revista Grandes Construções. 

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julho 21 , 2016

Pesquisa aponta o cenário e as projeções do mercado mineiro de locação de equipamentos

Mesmo em uma conjuntura econômica desafiadora como constatada neste ano, o mercado de locação de equipamentos para construção e mineração no estado de Minas Gerais obteve um resultado expressivo no ano passado. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Ibmec com 301 locadoras mineiras, o faturamento do segmento foi de R$ 3,2 bilhões, o que representou um crescimento de 18,5% na comparação com o ano anterior, cuja receita chegou a R$ 2,7 bilhões. 
 
     Foto: Plox 
 
 
Apesar do bom resultado, lideranças mineiras do setor não estão otimistas. O mesmo levantamento apontou que 84% dos entrevistados afirmaram que as empresas enfrentam estagnação ou reduziram seus faturamentos neste ano, enquanto 79% afirmam que não farão investimentos na ampliação ou renovação de suas frotas de máquinas em 2016.
 
Em relação à idade da frota, a pesquisa revela que 44% das máquinas têm entre três e seis anos, com clara tendência de envelhecimento, pois não há projeções de renovação no horizonte, em razão da atual conjuntura. Em termos de vendas, a perspectiva é preocupante, pois a baixa demanda foi mencionada por 57% dos entrevistados como principal obstáculo do setor na atualidade. A ociosidade da frota também é fator negativo, pois 54% das empresas afirmam ter acima de 30% de suas máquinas paradas, enquanto nada menos que um terço das pesquisadas disseram que a ociosidade atinge metade da frota.
 
Outro dado revelado pela pesquisa mostra que 42% das 1.390 empresas mineiras de locação de equipamentos possuem até cinco funcionários. No levantamento anterior, esse percentual estava em 37%; enquanto as companhias com mais de 100 funcionários reduziram de 9% para 6% na nova amostragem. Isso significa que as empresas mineiras do segmento de locação de equipamentos são de pequeno porte e estão crescendo em número, mas não podem ser consideradas formadas por aventureiros, já que 43% delas têm mais de 15 anos de atuação no setor.
 
Em relação aos resultados financeiros deste ano, o levantamento mostrou que 32% das empresas pesquisadas acusam uma inadimplência de 5% de suas vendas; 14% estimam entre 6% e 10% seu nível de inadimplência, enquanto um total de 32% registram índices que vão de 11% a 50% de atrasos no seu movimento financeiro. O estudo foi encomendado pelo Sindileq-MG.

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