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Arquivo da categoria: Revista Grandes Construções

janeiro 18 , 2018

Estudo da USP avalia alternativa para pavimentos de concreto

O Departamento de Engenharia de Transportes da Poli (USP) vem estudando desde janeiro de 2016 o uso de pavimentos de concreto continuamente armados (PCCA) em vias rodoviárias. Para a pesquisa, a técnica foi empregada em uma pista de testes construída na Cidade Universitária, com extensão de 200 m e sujeita ao tráfego intenso de veículos, inclusive ônibus. Se comprovada a eficiência do PCCA, essa pode ser uma opção além da técnica mais usada no Brasil, o pavimento de concreto simples (PCS).  
 
        Foto: Assessoria de Imprensa da Poli/USP 
 
 
Até agora, o estudo concluiu que o PCCA pode ser mais econômico ao longo do tempo, pois dispensa gastos com a manutenção frequente exigida pelo PCS, embora o custo inicial da técnica estudada seja maior, devido ao aço empregado na armadura. Outra vantagem do PCCA já descoberta pelos pesquisadores é o maior conforto oferecido aos motoristas. Isso acontece porque, ao contrário do PCS, onde são usadas placas de concreto e juntas entre elas que podem gerar desnivelamentos na pista, o PCCA garante pavimento mais linear e melhores condições para o trajeto de veículos. 

Um dos pontos principais do estudo é monitorar o comportamento do PCCA em ambiente tropical, já que o referencial teórico do método considera condições climáticas temperadas, típicas dos países onde o pavimento com armadura é mais utilizado, como EUA, Holanda e Bélgica. O bom funcionamento da armadura metálica do sistema é muito importante, pois é ela a responsável por garantir que as fissuras surgidas na superfície do concreto não aumentem com o passar do tempo.   

O estudo na pista de testes é parte da dissertação de mestrado “Análise Experimental e Analítica da Fissuração de Pavimentos de Concreto Continuamente Armados em Clima Tropical”, de autoria da pesquisadora Andréia Posser Cargnin e orientada pelo professor José Tadeu Balbo, e está disponível para download neste link.  

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janeiro 11 , 2018

Sondagem da Indústria da Construção Civil apresenta melhora de expectativa

Foram divulgados recentemente dados da Sondagem da Indústria da Construção Civil referente aos meses de novembro e dezembro, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 
 
Na pesquisa, os índices variam no intervalo de 0 a 100 pontos e valores acima de 50 indicam crescimento. Os indicadores de expectativa dos empresários cresceram na passagem de novembro para dezembro; a expectativa do nível de atividade registrou alta de 2,6 e o do número de empregados alta de 1,8, atingindo 53 e 50,8 em dezembro, respectivamente. Os indicadores de novos empreendimentos e serviços e compras de insumos e matérias primas cresceram 1,9 e 3,1 pontos, alcançando níveis de 51,9 e 52,5, respectivamente. 
 
                 Foto: Revista Grandes Construções 
 
  
O índice de confiança do empresário da indústria da construção manteve a trajetória ascendente iniciada em agosto, passando de 54,4 pontos em novembro para 56,7 pontos no mês seguinte. Esse é o maior valor registrado desde março de 2013. O estudo da CNI explica que a perspectiva otimista é referente aos próximos seis meses e reflete a avaliação mais positiva das condições de negócios.   
 
O indicador de número de empregados ficou abaixo dos 50 pontos, mas registrou aumento, passando de 43,1 em outubro para 44,9 em novembro. O indicador de atividade em novembro também ficou abaixo dos 50 pontos, mas na comparação com o mesmo mês de 2016 anotou aumento de 7,5 pontos. Já o nível de atividades do setor de obras de infraestrutura atingiu 50 pontos em dezembro, representando estabilidade em relação ao mês anterior, o que não acontecia desde setembro de 2013. 
 
A Sondagem ainda calculou o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) em 56,7 pontos, maior valor desde março de 2013. Segundo o estudo, o componente de expectativa foi o principal responsável pelo resultado.  
 
Outras notícias sobre o setor da construção civil estão todos os meses na Revista Grandes Construções.

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dezembro 20 , 2017

Tecnologia do concreto dos antigos romanos é tema de estudo

Pesquisadores da Universidade de Salt Lake City, nos EUA, publicaram resultados de análise do concreto usado pelos antigos romanos. O que chamou a atenção dos estudiosos foi a parte submersa da estrutura de um porto construído há cerca de dois mil anos e que resiste até hoje ao ambiente marítimo.  

O antigo porto de Cosa, na região da Toscana, empregou o concreto proveniente da mistura de cinza vulcânica, cal e água do mar para formar uma argamassa, à qual eram adicionados posteriormente pedaços de rocha vulcânica que serviam como agregados. A reação entre os três ingredientes é chamada de pozolânica, nome derivado da cidade de Pozzuoli, na baía de Nápoles, lugar de origem da cinza empregada pelos romanos no concreto. Outras importantes obras do período aproveitaram a receita, como o Panteão e o Mercado de Trajano.   
 
              Foto: Salt Lake City University 
 

Ao contrário do concreto usado hoje, obtido por meio de ingredientes inertes, no dos antigos romanos aconteciam reações químicas que alteravam a composição da mistura. A equipe da Universidade de Salt Lake City concluiu que a água marinha dissolvia componentes da cinza vulcânica, tal reação química provocava a geração de novos minerais entre a argamassa e os agregados, em particular o mineral tobermorita aluminosa. Esse componente e outros identificados apresentam forma laminar que, intercaladas entre si, reforçam a mistura do concreto e previnem o alargamento de fissuras na superfície.    

O desafio agora enfrentado pelos pesquisadores é reproduzir a receita do concreto romano e descobrir o método preciso de mistura da argamassa marinha. Acontece que, até agora, a tobermorita aluminosa só pode ser sintetizada artificialmente em pequenas quantidades, o que demanda ambiente com alta temperatura, enquanto os romanos a obtinham em temperatura ambiente e em quantidade abundante. O segredo pode estar nas reações de longo prazo provocadas pelo contato entre a água salgada e o concreto. Se essa teoria for correta, os pesquisadores acreditam que a demora nas reações que garantem a resistência pode limitar o uso da tecnologia romana, mas acreditam que pode ser útil em casos particulares como, por exemplo, na barragem projetada para o lago de Swansea, País de Gales, onde o uso do concreto romano foi proposto pelos profissionais americanos.       

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dezembro 07 , 2017

Obra ressalta o pioneirismo da engenharia brasileira

A engenharia brasileira é reconhecida em todo o mundo por sua capacidade de desenvolver soluções diferentes e pioneiras para atender as diversas questões de projeto em uma obra. No caso das estruturas pré-fabricadas de concreto, o nível tecnológico vem avançando bem como as técnicas e procedimentos, que estão em perfeita sintonia com o que é feito no mundo. Por esse motivo, o sistema é versátil e está sendo aplicado nos mais diversos segmentos da construção, desde obras de pequeno porte, residenciais, industriais, de infraestrutura até as obras especiais.
 
       Foto: Carlos Gueller
 

Os benefícios da industrialização em concreto são vistas pelas construtoras como vantagens competitivas. Entre as principais vantagens da solução estão atender cronogramas ousados, utilizar materiais mais sofisticados, reduzir o impacto ambiental e, ao mesmo tempo, manter os requisitos de segurança e durabilidade das estruturas.  Por essa razão a obra vencedora do Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricados de Concreto, o Shopping Parque da Cidade foi todo projetado utilizando esse sistema, mesmo com o desafio de ter seis subsolos e um empuxo desequilibrado de 27 mil toneladas.  A premiação é uma iniciativa da Associação Brasileira da Construção Industrializada em Concreto (Abcic) e visa reconhecer os esforços e comprometimento do setor, dos engenheiros projetistas e dos arquitetos para o desenvolvimento do pré-fabricado de concreto no Brasil. 

Para vencer esse desafio, o engenheiro projetista de estruturas Francisco Graziano precisou estudar e desenvolver cálculos estruturais diferenciados, a fim de que a obra fosse viabilizada. Isso porque não havia nenhuma referência nacional e pouca referência internacional que pudesse contribuir e/ou ser aplicado no projeto. A obra foi inovadora a ponto de a Federação Internacional do Concreto (fib) adotar o projeto como um exemplo internacional em seu manual.

O Shopping Parque da Cidade fica situado em um empreendimento multiuso. Em uma área total construída de 65,7 mil m², é composto por seis andares subsolos de garagens, quatro pavimentos de lojas, três pavimentos técnicos e a cobertura. O principal conceito do shopping é combinar entretenimento, socialização, natureza, cultura, diversidade, conveniência e também compras.

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novembro 23 , 2017

Crescimento da economia depende de investimentos em infraestrutura

O Brasil passa por desafios na economia e na política. Mas, essas incertezas nas duas áreas não são exclusividades do cotidiano brasileiro, e fazem parte de uma conjuntura global, atingindo até mesmo grandes potências mundiais, como os Estados Unidos e a China.

A agenda econômica protecionista do atual presidente norte-americano, Donald Trump, deixa muitas nações em estado de apreensão; a China, por sua vez, já não cresce tanto quanto há alguns anos, tendo passado de 10% para 6% referentes ao crescimento anual. Entretanto, o desempenho econômico do país asiático ainda é sólido porque, entre outras razões, o governo chinês segue investindo em obras de infraestrutura. 
 
        Foto: Reginaldo Ornellas 
               Economista Luís Artur Nogueira em palestra sobre o cenário político e a conjuntura econômica

Essa receita também vale para o Brasil e pode acelerar ainda mais uma recuperação que já se traduz por meio do crescimento do consumo, da produção do agronegócio e do PIB, que deverá crescer em 2017, após dois anos de crescimento negativo. Medidas já foram tomadas pelo governo federal com a intenção de ampliar o investimento em infraestrutura. Trata-se do Projeto Avançar, pacote anunciado recentemente que irá investir cerca de R$ 130 bilhões no setor entre 2017 e 2018. O montante reúne investimentos da União, estatais e financiamentos de bancos públicos. 

O maior orçamento do pacote é referente ao Avançar Energia, com 97 projetos, entre leilões de geração, transmissão e ofertas de petróleo e gás.  Outra parte do plano é o Avançar Cidades, que prevê aproximadamente R$ 30 bilhões em empréstimos a serem tomados pelo setor privado junto aos bancos públicos. 

Essas informações foram divulgadas pelo jornalista e economista Luís Artur Nogueira, durante o evento estratégico Tendências no Mercado da Construção, que também lançou o novo Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção e divulgou os homenageados do Destaque Pós-Venda 2017. 

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setembro 27 , 2017

Uso de quartzito como agregado do concreto é tema de pesquisas

Recentes estudos acadêmicos apontam o quartzito como agregado eficaz da mistura do concreto. Este tipo de rocha é abundante na região sul de Minas Gerais, sendo conhecida popularmente como "pedra mineira". Quatro tipos de quartzito foram identificados pelos pesquisadores. Entre eles, o tipo 2 mostrou-se o mais adequado ao uso da indústria do concreto por ser maciço, ao contrário da estrutura foleada ideal no uso como revestimento e característico dos outros tipos. 
 
               Foto: PUC Minas
 
 
Em comparação com os agregados mais utilizados na mesma região – basalto, gnaisse e calcário –, o quartzito tipo 2 teve resultados iguais ou superiores nos quesitos absorção, abrasão e esmagamento. Esse resultado também ocorre em relação à brita, um dos agregados mais utilizados para obtenção do concreto. 

Os estudiosos observam que os resultados são referentes aos desempenhos físicos e mecânicos das rochas analisadas, sendo necessários testes de reação entre o quartzito e o cimento para serem determinadas com maior clareza as proporções da mistura. Estima-se que os agregados representem de 60% a 80% do volume do concreto, tendo influências na resistência, estabilidade e durabilidade. 

Esses estudos foram desenvolvidos para aproveitar melhor a matéria prima, uma vez que do total de quartzito extraído pelas mineradoras, estima-se que 90% é descartado. Isso acontece porque o mineral é utilizado principalmente pela indústria de revestimentos e deve ser extraído em placas. Assim, tudo o que não é retirado dentro do padrão não pode ser aproveitado. 

Além do uso na mistura do concreto, o quartzito tem sido experimentado na fabricação de telhas e tijolos. A partir de pesquisas realizadas em 2015, foi constatado que utilizar a pedra mineira como matéria prima destes produtos pode reduzir em até 45 % o custo de construção de uma casa popular.   

Outras novidades a respeito de técnicas e materiais construtivos estão todos os meses na revista Grandes Construções.  

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