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Arquivo da categoria: Revista Grandes Construções

abril 18 , 2018

Obra de Arte Especial exige método eficiente de vistoria

Tendo em vista a importância daquilo designado como Obra de Arte Especial, percebe-se a necessidade de avaliar o estado de conservação desses empreendimentos, por meio de vistorias sistemáticas e regulares. Tal medida minimiza o processo de deterioração, a ocorrência de acidentes graves e até o colapso da estrutura. Não há, entretanto, um consenso sobre os procedimentos específicos para a classificação de pontes, viadutos e outras Obras de Arte. No Brasil, existe o referencial metodológico oferecido pelo Departamento Nacional de Infraestruturas e Transportes (DNIT) e publicado em diversos textos, como o Manual de Inspeção de Pontes Rodoviárias, atualizado pela última vez em 2004.  
 
                  Foto: Revista Grandes Construções 
 
 
O DNIT recomenda que técnicos e engenheiros contribuam para o aperfeiçoamento das técnicas de vistoria, utilizando o manual de maneira crítica. Também colabora na avaliação de Obras de Arte o trabalho de universidades, enquanto produtoras de conhecimento, e ações de entidades setoriais, que promovem o intercâmbio de dados entre profissionais brasileiros e do exterior. Dessa maneira, a comparação entre diferentes métodos de avaliação é inevitável. Por exemplo, o manual do DNIT define cinco tipos de inspeção: cadastral, rotineira, especial, extraordinária e intermediária. Já o COST 345, sistema de classificação usado na Europa, define três princípios: superficial, principal e especial. O COST 345 foi elaborado em 2007 por especialistas de 16 países europeus, lembrando a importância de diferentes experiências no processo de formulação de normas.  

A principal diferença entre os métodos reside na definição do inspetor. Alguns países envolvidos no COST 345, por exemplo, exigem a qualificação formal, enquanto outros exigem apenas experiência prática do profissional. O sétimo capítulo do manual do DNIT, por sua vez, define que o inspetor deve ser um engenheiro diplomado, auxiliado por consultores técnicos. Outro método de vistoria, o norte-americano Bridge Inspector's Reference Manual (BIRM), é mais específico em relação ao avaliador, atribuindo a esse profissional responsabilidade direta sobre a segurança dos usuários de determinada estrutura. O BIRM cita, por exemplo, que o encarregado da vistoria recomende o fechamento de pontes, caso seja necessário.    

O assunto foi estudado na dissertação Avaliação do Estado de Conservação de Pontes, de autoria de Ana Carolina Giovannetti, orientada por Roberto Caldas de Andrade Pinto e defendida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).    

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abril 11 , 2018

Medidas simples reduzem consumo de energia elétrica em edificações

O setor de edificações é um dos maiores consumidores de energia em termos globais e, levando em conta o ciclo de vida das construções, nota-se que o maior consumo ocorre na fase operacional. Nos últimos anos, os construtores têm pensado sobre consumo energético em termos de respeito ao meio ambiente, por vezes voltando a atenção para exigências de selos sustentáveis e utilização de fontes alternativas. O quadro vai ao encontro do Plano Decenal de Expansão de Energia projetado para 2024 pelo Governo Federal (PDE 2024), onde a matriz de oferta interna de energia elétrica prevê diversificação por meio de fontes renováveis, principalmente a biomassa e energia eólica.  

                      Imagem retirada da dissertação 

 

A utilização de energia em prédio comercial em uso e possíveis técnicas para redução do consumo foram analisadas por uma dissertação de mestrado, apresentada na Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Com o objetivo de colher dados empíricos, os pesquisadores dividiram as áreas internas do edifício pelo quesito de condicionamento artificial, relacionando-as com o tempo médio de permanência de usuários nesses locais. Desse modo, foram identificados quais cômodos apresentavam maior consumo de energia relativo a aparelhos de ar condicionado. Além do equivalente gasto em desempenho térmico de ambientes, foram medidos os níveis de consumo em iluminação e envoltório, ou seja, análise de todas as fachadas, coberturas e outras paredes em contato com o ambiente externo.   

A pesquisa usou a classificação PROCEL-Edifica do Inmetro como base de avaliação, classificando o prédio estudado na categoria C, de caráter intermediário e, portanto, com possibilidades de melhora no consumo de energia. Com as características identificadas, os pesquisadores propuseram soluções específicas para otimizar o consumo de eletricidade em edifício em fase operacional. As soluções apontadas foram: substituição de lâmpadas fluorescentes pelo modelo LED, alteração nos circuitos de iluminação, substituição de ares condicionados por modelos mais eficientes, inclusão de sombreamento na torre e uso de películas polarizadas nos vidros.  

A dissertação Eficiência Energética em Edificações - Estudo de Caso Tribunal de Justiça de São Paulo é de autoria de Antonio Luiz Ferrador Filho, com orientação de Alexandre de Oliveira e Aguiar. Está disponível para download neste link

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abril 06 , 2018

Desempenho acústico de paredes Light Steel Frame e a viabilidade econômica de obras

O sistema construtivo conhecido como Light Steel Frame é composto por estrutura de aço galvanizado e subsistemas de fechamento. É considerado como um tipo de construção seca, pois o emprego de peças metálicas e outros componentes industrializados dispensa o uso de argamassa e concreto, tornando o uso de água em obra praticamente desnecessário. O sistema ainda tem outras vantagens sustentáveis, como elevado desempenho térmico e possibilidade de fechamento em OSB, madeira proveniente de reflorestamento. No Brasil, a técnica é regulamentada pelo Sistema Nacional de Avaliações Técnicas (SINAT) por meio de requisitos mínimos em relação ao desempenho estrutural, segurança contra incêndio, estanqueidade contra água, desempenho térmico e acústico.  
 
                            Imagem retirada da dissertação 
 
Com o objetivo de estudar o desempenho acústico do Light Steel Frame, sistema que permite diversos arranjos de preenchimento e fechamento para atender diferentes situações, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) mediram em laboratório os níveis de reverberação de ondas sonoras em várias configurações de paredes de Light Steel Frame, variando os tipos de preenchimento e fechamento. Os pesquisadores ainda relacionaram os resultados experimentais com o custo envolvido nas paredes simuladas, levando em conta o aspecto de viabilidade econômica de empreendimentos.  

Entre algumas das verificações realizadas pelo estudo, estão: no caso do preenchimento mais usado pela indústria, a lã de vidro, a melhor relação custo/benefício foi observada em paredes que empregaram o material com 50 mm de espessura. Nota-se que a configuração mais usada no Brasil, com 90 mm de lã de vidro, também foi avaliada em laboratório e não houve comprovação de maior isolamento acústico, apenas adição de custo. Quanto ao revestimento externo, foram avaliados cinco tipos - placas cimentícias, réguas Smartside, réguas de siding vinílico, painéis XPS e placas de óxido de magnésio - sendo o último com o melhor desempenho sonoro registrado. O revestimento externo com pior desempenho foi o siding vinílico, material maleável, porém, com reduzida massa superficial, favorecendo a reverberação de ondas de som. 
 
Os pesquisadores ainda concluíram que paredes de Light Steel Frame, consideradas duplas, são mais eficientes no isolamento acústico quando comparadas às paredes simples ou homogêneas de mesma massa e até em relação a algumas paredes com massa superior, como as de tijolos maciços, blocos de concreto ou cerâmicos. A dissertação de mestrado é de autoria de Graziella Ferrer Radavelli, com orientação de Stephan Paul, e pode ser consultada no seguinte link
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março 28 , 2018

Certificação de construção sustentável influencia as decisões de projeto

Entre os selos de sustentabilidade usados pela construção civil, o AQUA HQE (Alta Qualidade Ambiental) é um dos mais conhecidos, sendo aplicado em aproximadamente 160 projetos no Brasil. Surgida na França durante a década de 90 e adaptada à realidade brasileira nos anos 2000, a iniciativa considera dois componentes inseparáveis, o Sistema de Gestão de Empreendimentos e a Qualidade Ambiental do Edifício. Dessa maneira, o certificado AQUA busca aplicar conceitos de engenharia de produção em empreendimentos de edifícios, onde a cadeia produtiva é geralmente fragmentada, de maneira que priorize o desempenho de construções e o conforto dos usuários.   
 
                Foto: Fundação Vanzolini 
 
 
Com o intuito de estudar de que maneira as exigências da AQUA afetam as decisões de projetistas, engenheiros e arquitetos, uma dissertação de mestrado defendida na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) fez estudo de três casos de obras em fase inicial, com projeto em fase de aprovação ou recém-aprovado. Foram estudados dois empreendimentos múltiplos, uma escola pública e uma loja de departamento, cujo padrão construtivo é replicado em diferentes ambientes, e um empreendimento único, ou seja, sem reprodução do projeto. Ao final da análise dos três casos distintos, os dados foram cruzados a fim de identificar gargalos recorrentes nos fluxos de trabalho que dificultam a obtenção do selo e eventuais soluções.     

Os pesquisadores chegaram às seguintes conclusões: no caso dos empreendimentos múltiplos, o arquivamento de diferentes propostas de projetos, evidenciando mudanças entre versões, é muito importante, pois permite a criação de um padrão flexível de edificações, atendendo a cenários diversos. Nos dois tipos de empreendimento, múltiplo e simples, o treinamento de funcionários mostrou-se fundamental em gestão de resíduos e em organização do canteiro. Nas duas situações, é indicada a atuação de um profissional responsável por supervisionar cumprimentos de prazos e compatibilidade com documentos. Também foi identificada nos casos estudados uma lacuna de referências para identificação de características de materiais e análise de ciclo de vida.   

Ainda foi observado que a escolha do sistema estrutural em obras que considerem aspectos do AQUA deve ser feita em conjunto com a fase de projeto que define valores de volumetria, tratamento de fachada e espaços interiores, sendo que a prática mais difundida no Brasil é escolher o modelo estrutural após definidos tais valores. A dissertação é de autoria de Adriana Gouveia Rodrigo, com orientação de Francisco Ferreira Cardoso e está disponível para download neste link.  

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março 22 , 2018

Espessura de revestimento pode influenciar em desempenho de alvenaria estrutural

A alvenaria estrutural é um dos sistemas construtivos mais utilizados no Brasil, pois, sendo uma técnica simples, exige materiais menos complexos, reduzindo riscos de atraso no cronograma de obras. Também há redução de custos referentes ao emprego de formas e escoramentos. O desempenho de estruturas em situação de incêndio, por sua vez, vem ganhando a atenção de engenheiros e estudiosos, tendo em vista os últimos acidentes dessa natureza acontecidos no país.  
          
           Foto: IBDA 
 

O comportamento frente ao fogo de paredes estruturais erguidas em alvenaria foi tema de uma dissertação de mestrado defendida na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Na ocasião, seis tipos de paredes foram avaliados em laboratório, onde condições de incêndio foram simuladas. As paredes de alvenaria estudadas, construídas em tamanho real para os testes, possuíam revestimentos em argamassa equivalentes a 0, 15 mm e 25 mm, sofrendo, ou não, aplicação de 10 tf/m como força de carregamento. Nos testes, foram medidos os valores de Tempo de Resistência ao Fogo (TRF) das diferentes amostras, considerando estanqueidade de fumaça, estabilidade estrutural e deslocamento horizontal das paredes.    

Nas situações com ou sem força de carregamento, as amostras com melhor desempenho apresentavam 25 mm de revestimento nas faces interna e externa. A parede sem força de carregamento contou 240 minutos referentes ao TRF, ou seja, durante esse período, conservou os critérios necessários de estanqueidade, estabilidade estrutural e isolamento térmico. A parede com carregamento apresentou TRF em 221 minutos. Também foi demonstrado que ocorre maior deslocamento horizontal nas paredes quando não há força de carregamento, em até 43 mm. Nas paredes com carregamento o deslocamento é menor, chegando a 28 mm. Por fim, os estudiosos observaram que conforme a espessura do revestimento aumenta, menor é o deslocamento lateral das paredes.     

A dissertação de mestrado Avaliação da Influência da Espessura do Revestimento Argamassado e do Carregamento no Comportamento da Alvenaria frente a Altas Temperaturas é de autoria de Rodrigo Périco de Souza com orientação de Bernardo Fonseca Tutikian. Está disponível para download neste link. 

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março 15 , 2018

BIM 4D pode contribuir na gestão de obras de retrofit

A prática de retrofit é empregada com frequência em países da Europa, onde várias legislações prezam pela conservação do acervo arquitetônico. No Brasil, porém, a prática de renovação de edifícios residenciais existentes ainda tem potencial a ser explorado. Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), "Políticas permanentes de habitação", publicado em 2014, o país conta com cerca de 5 milhões de edifícios inutilizados.
 
           Imagem retirada da dissertação de mestrado 
   
A reforma de edifícios poderia ser usada para reduzir o déficit habitacional no Brasil, calculado entre 5,5 milhões e 6 milhões de moradias pela Fundação João Pinheiro (FJP). Mas, as obras de retrofit demandam altos custos e são mais complexas do ponto de vista da gestão. Com o intuito de estimular a prática de retrofit em habitações e amenizar as dificuldades características desse tipo de empreendimento, uma dissertação de mestrado propôs o emprego do BIM 4D nas fases de planejamento e execução de reformas de edifícios.       

Na versão 4D do BIM, os modelos de representação em 3D são combinados com históricos de atividades, proporcionando melhor visualização do progresso da reforma ou construção. A pesquisa identificou dificuldades típicas de obras de retrofit e constatou que poderiam ser mais bem administradas com a ajuda do BIM 4D. Tais dificuldades são: controle de custos, controle de poeira, influência dos inquilinos sobre o andamento das obras, preço das obras e pedidos de alteração no escopo dos trabalhos. Apesar de avaliar a versão 4D como a mais indicada em obras de retrofit, a pesquisa explica que todas as versões da ferramenta trazem benefícios, pois estimulam a colaboração entre envolvidos e a interoperabilidade.   

A dissertação de mestrado "Recomendações para o uso de BIM 4D na gestão de empreendimentos habitacionais de retrofit" é de autoria de Fernanda Justin Chaves, com orientação de Carlos Torres Formoso e Patrícia Tzortzopoulos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O texto completo está disponível para download neste link.  

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