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Com mais de 29 anos de atividade, a SOBRATEMA - Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração se dedica a propor soluções para o desenvolvimento tecnológico do setor, difundir o conhecimento e informações, participar da formação, especialização e atualização de profissionais que atuam no mercado brasileiro da construção e da mineração.

A entidade conta com o apoio de mais de 1 mil associados (profissionais e empresas de construção, de locação, fabricantes e prestadores de serviços) e de parceiros estratégicos, que englobam as principais entidades representativas de profissionais no Brasil e no exterior.

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Arquivo da categoria: Revista Grandes Construções

setembro 27 , 2017

Uso de quartzito como agregado do concreto é tema de pesquisas

Recentes estudos acadêmicos apontam o quartzito como agregado eficaz da mistura do concreto. Este tipo de rocha é abundante na região sul de Minas Gerais, sendo conhecida popularmente como "pedra mineira". Quatro tipos de quartzito foram identificados pelos pesquisadores. Entre eles, o tipo 2 mostrou-se o mais adequado ao uso da indústria do concreto por ser maciço, ao contrário da estrutura foleada ideal no uso como revestimento e característico dos outros tipos. 
 
               Foto: PUC Minas
 
 
Em comparação com os agregados mais utilizados na mesma região – basalto, gnaisse e calcário –, o quartzito tipo 2 teve resultados iguais ou superiores nos quesitos absorção, abrasão e esmagamento. Esse resultado também ocorre em relação à brita, um dos agregados mais utilizados para obtenção do concreto. 

Os estudiosos observam que os resultados são referentes aos desempenhos físicos e mecânicos das rochas analisadas, sendo necessários testes de reação entre o quartzito e o cimento para serem determinadas com maior clareza as proporções da mistura. Estima-se que os agregados representem de 60% a 80% do volume do concreto, tendo influências na resistência, estabilidade e durabilidade. 

Esses estudos foram desenvolvidos para aproveitar melhor a matéria prima, uma vez que do total de quartzito extraído pelas mineradoras, estima-se que 90% é descartado. Isso acontece porque o mineral é utilizado principalmente pela indústria de revestimentos e deve ser extraído em placas. Assim, tudo o que não é retirado dentro do padrão não pode ser aproveitado. 

Além do uso na mistura do concreto, o quartzito tem sido experimentado na fabricação de telhas e tijolos. A partir de pesquisas realizadas em 2015, foi constatado que utilizar a pedra mineira como matéria prima destes produtos pode reduzir em até 45 % o custo de construção de uma casa popular.   

Outras novidades a respeito de técnicas e materiais construtivos estão todos os meses na revista Grandes Construções.  

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setembro 13 , 2017

Índice de Confiança na Construção sobe em agosto

O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 1,5 ponto no mês de agosto em comparação com julho e atingiu 76,1 pontos, melhor nível desde abril. O indicador formulado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou a terceira alta seguida, acumulando 4,1 pontos no ano, o que pode sinalizar o início da retomada da atividade. A nova alta foi motivada pela melhora do Índice de Expectativas (IE-CST), representando mais 2,3 pontos nas projeções sobre os próximos seis meses, e do Índice da Situação Atual (ISA-CST), que subiu 0,7 ponto e somou ao todo 65,1 pontos.
 
                  Foto: Grandes Construções    
 
 
O aumento da confiança do setor construtivo vem acompanhado de outras notícias positivas que apontam para o fim do ciclo econômico pouco favorável. Foi divulgado pelo IBGE na semana passada um estudo indicando que a taxa de desemprego no Brasil caiu de 13% no segundo bimestre para 12,8% no período entre os meses de maio, junho e julho. A pesquisa esclarece que a queda do número absoluto de desempregados foi devido principalmente ao aumento na ocupação de vagas informais. A criação de vagas formais, porém, também cresceu, tendo aumento durante quatro meses consecutivos durante 2017.    

Outra novidade animadora foi a alta do PIB, que registrou crescimento de 0,2% no 2° trimestre em relação ao 1° e melhora de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado, o que levou entidades financeiras privadas a calcular o crescimento para todo o ano de 2017 entre  0,6% e 0,9%. Na última medição do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação variou em 0,19% no mês de agosto em relação a julho. A queda na inflação e os cortes na taxa Selic são apontados como agentes de aquecimento da economia, podendo aumentar o consumo e investimentos. 

Notícias sobre desempenho econômico do país e perspectivas de investimento no setor da construção estão na revista Grandes Construções.

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setembro 06 , 2017

Novas hidrelétricas podem ser construídas no país

É esperada até 2026 a construção de pelo menos quinze novas hidrelétricas no país, segundo estimativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Entre a relação de projetos estão as usinas de Itapiranga, às margens do rio Uruguai, na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul, e a de Bem Querer, abastecida pelo Rio Branco em Roraima. Juntas, as duas devem gerar mais de 1.400 MW. As novas usinas fazem parte do Plano Decenal de Energia (PDE) 2026.
 
               Foto: Grandes Construções 
 
 
Além dessas novas possibilidades de investimento, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a proposta de edital para o leilão de linhas de transmissão, que está previsto para acontecer em 15 de dezembro. Serão oferecidos 11 lotes e a previsão é de que sejam investidos R$ 8,8 bilhões. Já em abril deste ano, a Aneel leiloou 31 lotes de transmissão em 19 estados brasileiros. A estimativa é que haja um aporte de mais de R$ 12,7 bilhões para construção, operação e manutenção de 7,4 mil quilômetros (km) de linhas de transmissão e subestações com 13,2 mil megavolt-ampere (MVA). 

Segundo dados do PDE 2026, os investimentos em infraestrutura energética para suprir a expansão necessária no período alcançam R$ 1,4 trilhão. Os segmentos de geração e transmissão de energia elétrica deverão absorver pouco mais de 25%. A expansão da capacidade instalada de geração elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) prevista para o horizonte decenal é de 64,1 GW. Com relação à transmissão de energia elétrica, é previsto no PDE um acréscimo de cerca de 62 mil km em linhas de transmissão, e um acréscimo de 199 GVA em capacidade de transformação.

Ainda em relação à produção energética no país, o MME divulgou que o Brasil deverá ter superávit de energia neste ano, algo que não acontecia desde 1940, quando começaram as estatísticas do setor. A oferta interna de energia elétrica em 2017 foi estimada em 631,7 TWh, representando aumento de 1,9% sobre 2016.  

Informações sobre investimentos e empreendimentos na área de energia são publicadas na revista Grandes Construções. 

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agosto 31 , 2017

Estratégia do governo deve fomentar investimentos da iniciativa privada

O Governo Federal anunciou recentemente uma série de medidas de privatização com o intuito de acelerar a recuperação da economia. Parte do plano prevê a transferência para a iniciativa privada de empresas de infraestrutura, como as de distribuição de energia elétrica, gás e saneamento. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o responsável por auxiliar estados e municípios na reconfiguração dos negócios, podendo ser adotado o modelo de privatização total, Parceria Público-Privada e concessões, o que deve movimentar mais de R$ 30 bilhões.   
     
               Foto: Grandes Construções 
 
 
Na área da infraestrutura, o setor de saneamento foi o de maior procura por parte dos estados que desejam aderir ao sistema privado, quinze no total. Entre eles, oito já estão no processo de contratação dos consultores e os restantes têm a publicação do edital prevista para o primeiro trimestre de 2018. Em segundo lugar, o segmento que mais atraiu o interesse dos estados foi o de distribuição de gás, sendo que seis apresentaram interesse. 

Outro setor com grande potencial é o da iluminação pública, que deve movimentar mais de R$ 7 bilhões. Em estudo divulgado pelo Radar PPP, órgão que monitora concessões e parcerias, é apontado que aproximadamente 140 municípios brasileiros estudam empregar a iniciativa privada e oito já assinaram contratos, sendo o mais significativo o de Belo Horizonte (MG). Outras capitais, como Porto Alegre (RS) e Teresina (PI), tiveram em agosto a contratação dos estudos técnicos para os projetos. A próxima capital a iniciar os estudos será Macapá (AP), em setembro.  

Ainda são esperados novos investimentos da China, principal parceiro comercial do Brasil. O país asiático já vem participando de leilões de aeroportos e energia. Membros do Governo brasileiro esperam que o capital chinês seja direcionado também para as áreas de rodovias, ferrovias e portos.  

Notícias conjunturais de mercado e da área de infraestrutura, assim como análises sobre as perspectivas do setor de construção estão mensalmente na revista Grandes Construções. 

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agosto 24 , 2017

Brasil é especialista em vencer dificuldades

Não há dúvida de que o Brasil atravessa um momento conturbado na economia e na política. Entretanto, especialistas lembram que a história brasileira é marcada por períodos difíceis e reconhecem um padrão nessa longa trajetória: após a crise, vem o ciclo econômico positivo.  
 
Vinculada fortemente ao mercado mundial, a economia brasileira sente os abalos dos cenários externos no decorrer da história. Foi assim, por exemplo, durante a 1ª Guerra Mundial e a quebra da bolsa de Nova York em 1929, dois eventos que prejudicaram diretamente as exportações brasileiras de produtos agrícolas e fizeram com que o PIB apresentasse resultados negativos. Em 1930 e 1931, o PIB brasileiro registrou baixa de cerca de 3%.
 
                Foto: Grandes Construções 
 
 
No entanto, logo após os momentos de recessão internacional, o Brasil voltou ao caminho do crescimento. É significativo o ano de 1920 quando, superado o quadro mundial de economia de guerra, o Brasil faz o PIB crescer em cerca de 10%. Outro exemplo é o ano de 1932, correspondente ao período após a crise de 29, quando é registrado crescimento de cerca de 5%, desempenho superior ao de alguns países da Europa, como a Alemanha e Itália, nações diretamente afetadas pela guerra.
 
O presente momento de baixa pareceu se alongar, mas economistas indicam que ele já está ficando para trás. Novamente, o PIB serve para ilustrar o quadro econômico. Após crescimento muito baixo em 2014, e negativos em 2015 e 2016 (0,5%, -3,77% e -3,6%, respectivamente), o primeiro trimestre de 2017 já apresentou crescimento de 1%. Baseando-se em estatísticas deste ano, economistas projetam para o mesmo período do ano que vem um crescimento de 4% no PIB.  
 
O responsável por insuflar o PIB deste ano foi o bom desempenho da agropecuária, que já é apontada por especialistas como o carro-chefe da expansão da economia atualmente. O PIB do setor cresceu pouco mais de 13% no primeiro trimestre, a maior alta em mais de 20 anos, puxado pela safra recorde. O setor gerou mais lucros que a indústria e serviços, segmentos que também crescem em 2017, embora em ritmo mais lento.
 
As análises dos quadros da economia e política no Brasil e as projeções de especialistas dos assuntos foram apresentadas durante o Fórum Infraestrutura – O Papel da Infraestrutura na Retomada do Crescimento do Brasil.  

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agosto 17 , 2017

Produção da indústria estimula recuperação econômica

O novo ciclo econômico está iniciado e vem na onda do crescimento da produção e da necessidade de infraestrutura. Economistas argumentam que, ao contrário do ciclo anterior, onde o consumo era o principal agente de manutenção da economia, o momento atual registra crescimento na produção da indústria brasileira, no varejo e em serviços, além do agronegócio, que continua batendo recorde de safra.
   
            Foto: Grandes Construções 
 
Em dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, constatou-se que entre as vinte cidades que mais geraram empregos neste ano, a maioria está ligada à indústria, sendo que a segunda maior atividade geradora de empregos é o agronegócio. O primeiro município no ranking é Franca, impulsionada pela produção de calçados; outros exemplos são a quinta colocada, Joinville, destaque na produção de autopeças e Caxias do Sul, ocupando o oitavo lugar na lista pela geração de empregos.  

Especialistas afirmam ainda que o momento atual é propício para investimentos, pois representa o começo do novo ciclo favorável, em que ainda há pouca oferta, mas o mercado cresce em ritmo constante. Também projetam para o segundo semestre uma retomada do crédito e um crescimento econômico maior que o esperado para o ano passado no mesmo período.  

Já no mercado mundial, recentes configurações indicam que o Brasil deve elevar suas exportações de produtos agrícolas para a China. Além disso, grupos chineses tiveram presença relevante em recentes leilões de infraestrutura, relativos a aeroportos e energia, promovidos pelo governo federal. Também vale lembrar que a população e a economia da Índia crescem em ritmo acelerado, e este pode ser um mercado em potencial para negócios brasileiros. 

A análise da economia brasileira e o debate sobre este e outros assuntos foram apresentadas durante o Fórum Infraestrutura – O Papel da Infraestrutura na Retomada do Crescimento do Brasil.

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