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Com mais de 29 anos de atividade, a SOBRATEMA - Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração se dedica a propor soluções para o desenvolvimento tecnológico do setor, difundir o conhecimento e informações, participar da formação, especialização e atualização de profissionais que atuam no mercado brasileiro da construção e da mineração.

A entidade conta com o apoio de mais de 1 mil associados (profissionais e empresas de construção, de locação, fabricantes e prestadores de serviços) e de parceiros estratégicos, que englobam as principais entidades representativas de profissionais no Brasil e no exterior.

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Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração

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Arquivo da categoria: Guia Sobratema de Equipamentos

novembro 17 , 2016

Informações técnicas de equipamentos reunidas em um único local

Para a seleção do equipamento mais adequado para uma obra, para o uso na indústria ou no campo, vários fatores são considerados, sendo um deles o conhecimento das especificações técnicas dos modelos daquela categoria de máquina que será adquirida ou locada. Por esse motivo, o Guia Sobratema de Equipamentos tornou-se um instrumento de referência técnica ao possibilitar a consulta precisa desse tipo de informação.

Ao longo de suas edições, vem sendo utilizado de maneira constante por executivos, engenheiros e profissionais responsáveis pela compra, pela logística e pela operação de máquinas nas áreas da construção, mineração, industrial e agronegócio. E, neste ano, com o lançamento da nova edição digital, esses profissionais têm a possibilidade de realizar a consulta de forma ainda mais dinâmica e ágil, com acesso a qualquer momento e em qualquer local, via Internet, tablets e smartphones, com sistemas operacionais iOS e Android. 

Pelo site oficial, o usuário verifica informações e desenhos técnicos de 1470 modelos de equipamentos nacionais e internacionais, divididos por meio de 33 famílias diferentes: autobetoneiras, bombas de concreto, britadores móveis, caminhões articulados, caminhões rígidos fora de estrada; caminhões rodoviários, carretas de perfuração, centrais de concreto, compactadores combinados, compactadores de pneus, compactadores estáticos, compactadores vibratórios, compressores de ar, dumpers, escavadeiras hidráulicas, fresadoras de asfalto, mastros de distribuição de concreto, minicarregadeiras, miniescavadeiras, motoniveladoras, pás carregadeiras, recicladoras de asfalto, retroescavadeiras, tratores de esteira, tratores de rodas, usinas de asfalto, usinas de solo e vibroacabadoras de asfalto.

Além da consulta das especificações técnicas, o usuário pode realizar, com poucos cliques, comparativos entre os equipamentos de uma mesma família e pode conhecer os equipamentos de cada fabricante disponíveis no mercado nacional. Há, ainda, informações que relacionam os fabricantes e concessionários no país. 

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outubro 20 , 2016

Dicas básicas para realizar uma manutenção com segurança

Para realizar uma manutenção com segurança de equipamentos utilizados nas áreas da construção e da mineração, existem alguns cuidados básicos que precisam ser seguidos antes do início do trabalho e, durante sua execução. Mesmo os procedimentos mais simples e comuns requerem atenção porque qualquer descuido pode elevar os riscos de acidentes. 
 
                       Foto: Manutenção e Suprimentos
 

A seguir, acompanhe uma lista de recomendações:
 
- Conserve a área de manutenção limpa e seca. O chão sujo se torna escorregadio.
- Coloque avisos nos controles para que ninguém dê a partida ou acione algum controle durante a manutenção. Se houver mais de uma pessoa trabalhando, deve-se definir quem coordenará a operação.
- Desligue a bateria para evitar uma partida acidental.
- Conserve as mãos e roupas longe das peças em movimento. Desligue o motor para ajustar a tensão da correia.
- Conserve o equipamento limpo, para que possa localizar peças soltas ou vazamentos.
- Cuidado com os riscos de incêndio. Não limpe peças com gasolina e mantenha os fluidos inflamáveis fora do alcance de pessoas estranhas. Aprenda a manejar os extintores e quando utilizar cada tipo.
- Alivie a pressão hidráulica antes de iniciar os trabalhos, movendo as alavancas com o motor desligado. Tome cuidado com o óleo quente.
- Remova com cuidado as tampas dos sistemas pressurizados. Sangre a pressão dos acumuladores. Espere que o líquido arrefecedor fique abaixo do ponto de ebulição antes de remover a tampa do radiador.
- Baixe os implementos até o solo. Se a máquina tiver uma barra de segurança no braço de elevação, instale-a. Se for articulada, trave a articulação com a barra.
- Se tiver que entrar debaixo de uma máquina, confirme se está devidamente calçada.
- Antes de colocar o macaco, calce a roda do outro lado do veículo.
- Esvazie o pneu antes de remover objetos entalados na banda de rodagem.  Use sempre uma gaiola de proteção quando remover os anéis de fixação dos pneus ou encher os pneus.
- Jamais corte ou solde o aro com o pneu cheio.

* As dicas foram redigidas pelo engenheiro mecânico Norwil Veloso, com MBA em administração e longa vivência na gestão e manutenção de equipamentos para construção, e publicadas originalmente no Guia Sobratema de Equipamentos 2014-2016. 

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agosto 24 , 2016

Como dimensionar a mão de obra de manutenção

Por Norwil Veloso*
 
A base de cálculo será o total de equipamentos permanentemente parados (1–E), definida em função da eficiência mecânica adotada.

Para obter o total de horas efetivas de reparo, será necessário definir um fator de espera (f), referente a providências administrativas, espera de peças ou mão de obra e outros tempos improdutivos.

Assim, as horas à disposição e em reparo efetivo serão definidas pelas expressões:

t = Tp,    tm = (1-E)t    e   tr = ftm
 
onde:
T = total de horas possíveis de trabalho
 t = total de horas de trabalho 
tm =horas a disposição da manutenção
tr = horas efetivas de reparo
p = produtividade considerada
E = eficiência mecânica considerada
f = fator de espera

O total de mecânicos (M) necessário para atender cada máquina será, portanto: M = tr/t.

Para deixar mais claro, consideremos a seguinte situação: 
 
serviço em um turno de 8 horas, 6 dias por semana;
eficiência mecânica de 70%;
produtividade de 80%.
 
Horas possíveis de trabalho por equipamento considerando a produtividade de 80%:
4,5 semanas/mês x 6 dias/semana x 8 h/dia x 0,8= 173 h/eq/mês

Horas à disposição da manutenção (eficiência de 70%): (1 – 0,7) x 173 = 52 h/eq/mês

Horas efetivas de reparo (20% de espera na manutenção): 52 x 0,8 = 42 h/eq/mês

Portanto cada mecânico terá condições de atender: 173/42 = 4 equipamentos

Para propiciar maior precisão ao cálculo, pode-se também aplicar, além do fator de produtividade, percentuais de redução referentes a férias (1/12), licenças, absenteísmo, treinamento e outros tempos improdutivos.

Para as demais funções, pode ser usada a seguinte equivalência:
 
Ajudante de mecânico: 1 para cada 2 mecânicos
Eletricista automotivo: 1 para cada 5 mecânicos
Ajudante de eletricista: 1 para cada 3 eletricistas
Soldador: 1 para cada 6 mecânicos
Fiel de ferramentaria: 1 para cada 20 funcionários
Controlador de manutenção: 1 para cada 50 equipamentos
Faxineiro: 1 para cada 40 equipamentos 
 
*Norwil Veloso é engenheiro mecânico com MBA em administração e longa vivência na gestão e manutenção de equipamentos para construção. Esse texto foi publicado originalmente no Guia Sobratema de Equipamentos 2014-2016  

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fevereiro 11 , 2016

Forças que atuam sobre a carregadeira – Parte 2

Por Norwil Veloso*

Os procedimentos e normas para determinação de dimensões de máquinas são estabelecidos por entidades como a SAE - Society of Automotive Engineers, a OSHA - Occupational Safety and Health Act e a ISO - International Standard Organization. Um exemplo de definição é a largura por fora dos pneus, que é a distância entre as bordas externas dos pneus de cada lado. Parece não ser importante, mas se a largura dos pneus for maior que a da caçamba, o desgaste dos pneus dianteiros será acelerado.

Sobre a capacidade da caçamba, existem duas formas de definição da capacidade nominal. A Coroada SAE é a quantidade de material que cabe na caçamba, considerando um ângulo de repouso de 2:1. Normalmente, esse valor é indicado como sendo a capacidade nominal básica. Já a Rasa SAE é o volume contido pela superfície interna da caçamba e um plano que passa através da largura da mesma.
 
               Foto: Degraus 
 

Nessa segunda parte, também, vamos falar sobre outros assuntos:

Capacidade do sistema hidráulico
A capacidade de elevação do sistema hidráulico é a carga máxima aplicada no centro de gravidade de uma caçamba com a carga nominal SAE, que possa ser elevada a uma altura específica com a caçamba posicionada de modo a manter a carga máxima, nas seguintes condições: equipamento em superfície firme e nivelada, com o peso operacional e a traseira presa (sem possibilidade de subir ou descer).

É importante entender que a capacidade de elevação do sistema hidráulico é completamente diferente da capacidade nominal da carregadeira. A capacidade de elevação, que pode ser medida durante todo o ciclo de elevação, e pode ser lançada em um gráfico, irá variar de acordo com as características das articulações e as dimensões do cilindro.

Carga ou capacidade de tombamento
A SAE define carga de tombamento como a carga mínima aplicada no centro de gravidade de uma caçamba com a carga nominal SAE, que gire o equipamento até que as rodas traseiras deixem o solo, nas seguintes condições:
- Máquina parada sobre um terreno firme e nivelado, com o peso operacional e implementos especificados.
- Caçamba totalmente inclinada para trás.
- Centro de gravidade da carga na posição mais avançada do ciclo de elevação.
- Máquinas articuladas deverão estar no ângulo máximo de esterçamento (especificar).

Força de tração
Já a força de tração é a força disponível nas rodas. Em uma carregadeira, é importante para o carregamento da caçamba e para a locomoção. A força de tração usada para carregar a caçamba é chamada, normalmente, de força de escavação (F3), que corresponde ao esforço para penetração com a caçamba em uma pilha de material ou no local de escavação.
 
 
 
*Norwil Veloso é engenheiro mecânico com MBA em administração e longa vivência na gestão e manutenção de equipamentos para construção. Esse texto foi publicado originalmente no Guia Sobratema de Equipamentos 2014-2016  
 

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janeiro 28 , 2016

Forças que atuam sobre a carregadeira - parte 1

Por Norwil Veloso* 
 
Alguns termos, como força de escavação, capacidade de elevação do sistema hidráulico e força de tração, são usados frequentemente quando o assunto é o desempenho de uma carregadeira. Por isso, é importante conhecer suas definições e saber, realmente, o que eles significam.
 
Um equipamento articulado é constituído por dois módulos. O módulo do implemento (dianteiro) é formado pela caçamba, braço de elevação e articulações, componentes hidráulicos de acionamento e uma estrutura e eixo para montagem desses sistemas e suporte da carga. O módulo de potência (traseiro) contém o motor, conversor de torque, transmissão, eixo traseiro e componentes hidráulicos, e fornece potência para escavação, remoção e elevação de material, e também para tração dos módulos dianteiro e traseiro.
 
            Foto: Engineering Intro 
 
 
Nesta primeira parte, vamos falar sobre a Força de Desagregação
 
De acordo com a Society of Automotive Engineers (SAE), “Força de Desagregação” é a força máxima para cima (F1) exercida a 100 mm (4”) atrás da extremidade da borda cortante da caçamba, girando no ponto de pivotamento indicado. É definida pela capacidade de elevar ou girar a caçamba nas seguintes condições:
 
Equipamento estacionado em uma superfície firme e nivelada, com a transmissão em neutro e o peso operacional padrão;
Freios liberados e traseira do veículo livre (não pode estar impedida de subir ou descer);
Parte inferior da borda cortante paralela ao solo e a uma distância máxima de 25 mm (1”) acima ou abaixo do nível do mesmo.
 
A definição da SAE permite diversas variações e formas de medição. As mais comuns são as forças de desagregação da caçamba e do braço de elevação.

Força de Desagregação da caçamba
Para medir a força de desagregação da caçamba, o pino de articulação da mesma deverá estar bloqueado. A máquina deverá estar com o peso operacional e a força será medida 4” (100 mm) atrás do ponto mais avançado da borda cortante. A força de desagregação da caçamba será o valor da carga necessária para retirar do solo a traseira da máquina ou acionar o alívio do circuito hidráulico de inclinação da caçamba. 

Força de Desagregação do braço de elevação
Para o cálculo dessa força, o ponto de alavanca será o eixo dianteiro, que deverá estar bloqueado para evitar a deflexão. A força de desagregação será a carga necessária para elevar a traseira da máquina, tirando-a do contato com o solo, ou acionar o alívio do sistema hidráulico.  
 
*Norwil Veloso é engenheiro mecânico com MBA em administração e longa vivência na gestão e manutenção de equipamentos para construção. Esse texto foi publicado originalmente no Guia Sobratema de Equipamentos 2014-2016 

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novembro 26 , 2015

Regras básicas para operar com segurança máquinas no canteiro de obra

Diversos estudos mostram que grande parte dos acidentes que ocorrem em canteiros de obras resulta da desatenção a regras básicas durante a operação de máquinas, equipamentos e ferramentas. A observação dessas regras necessita ser objeto de constante treinamento tanto dos profissionais envolvidos diretamente com a operação das máquinas e equipamentos, quanto dos demais funcionários que atuam na obra e que estão sujeitos às consequências de um acidente.
 
         Fotos: Mayke Toscano/GCOM-MT e Assessoria/Setpu-MT 
 
 
A seguir, acompanhe uma lista de recomendações que devem ser seguidas para se evitar ou reduzir acidentes e aumentar a segurança na obras:
 
- Nunca deixe alguém permanecer ou viajar na área central de uma máquina articulada.
- Nunca transporte passageiros sem autorização.
- Nunca movimente uma carga sobre as cabeças dos demais trabalhadores ou sobre as cabinas dos caminhões.
- Antes de trafegar em ré, certifique-se de que não há ninguém no local.
- Diminua a velocidade nas áreas mais congestionadas, nos terrenos acidentados e nos declives.
- Ceda a passagem aos veículos carregados e preste atenção nos demais equipamentos e veículos nas imediações.
- Nunca use a caçamba ou outro implemento como freio, a não ser numa emergência.
- Durante o deslocamento, posicione o implemento de modo a não prejudicar sua visão, e na posição mais baixa possível.
- Permaneça afastado da beira de barrancos, pois no caso de desmoronamento, a máquina poderá escorregar e rolar pela ribanceira.
- Conserve a caçamba carregada ou implemento próximo ao solo, para maior estabilidade. 
- Opere a máquina em linha reta ao subir ou descer taludes. A operação a meia encosta pode fazer a máquina tombar.
- Nunca trafegue com a máquina em neutro. Geralmente, recomenda-se usar a mesma marcha para subir ou descer uma rampa.
- Nunca entre numa área escura (passagem inferior, túnel) sem verificar antes se há obstruções ou pessoas no local.
- Fique atento quanto a perigos suspensos. Se tiver de passar por baixo de árvores pendentes ou rochas desmoronantes, use proteção adequada.
- Mantenha uma distância segura de redes elétricas aéreas. Lembre-se de verificar a situação em todas as posições, particularmente em máquinas com giro.
- Se tiver que deixar a máquina no local, baixe o implemento até o solo, desligue o motor e aplique o freio de estacionamento. Se estiver em rampa, calce as rodas.
- Quando utilizar cabos para o manuseio, verifique antes se são adequados e não têm defeitos. Mova a carga lentamente até esticar o cabo e mantenha-o esticado durante a movimentação. 
- Comunique imediatamente qualquer defeito ocorrido na máquina.
- Tenha cuidado quando for engatar a máquina em uma barra de tração. Mova a máquina lentamente, observe os sinais do ajudante e espere que ele se afaste antes de executar o engate.
 
* As dicas foram redigidas pelo engenheiro mecânico Norwil Veloso, com MBA em administração e longa vivência na gestão e manutenção de equipamentos para construção, e publicadas originalmente no Guia Sobratema de Equipamentos 2014-2016. 

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