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Com mais de 29 anos de atividade, a SOBRATEMA - Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração se dedica a propor soluções para o desenvolvimento tecnológico do setor, difundir o conhecimento e informações, participar da formação, especialização e atualização de profissionais que atuam no mercado brasileiro da construção e da mineração.

A entidade conta com o apoio de mais de 1 mil associados (profissionais e empresas de construção, de locação, fabricantes e prestadores de serviços) e de parceiros estratégicos, que englobam as principais entidades representativas de profissionais no Brasil e no exterior.

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Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração

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Arquivo da categoria: Semana das Tecnologias Integradas

julho 27 , 2017

Brasil é destaque internacional em selos verdes

O Brasil é uma das potências do mundo em certificações ambientais. Em 2013, quando metade dos empreendimentos comerciais entregues em São Paulo e no Rio de Janeiro foram certificados. No mesmo ano, Curitiba foi a líder entre cidades brasileiras, onde os selos atingiram 80% das construções com fins comerciais. Atualmente, o país está em quarto lugar no ranking do selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), atrás de Emirados Árabes, China e o líder Estados Unidos. E, cerca de 160 projetos conta com a certificação AQUA HQE (Alta Qualidade Ambiental).
 
          Foto: Greenroads 
 

Além dos selos voltados para empreendimentos comerciais e residenciais, começa a ganhar espaço na construção internacional as certificações voltadas para obras de infraestrutura. O Greenroads é uma iniciativa norte-americana de 2010 que reconhece ruas e calçadas sustentáveis. Além dos Estados Unidos, Canadá e Austrália já utilizam o selo. Entre os requisitos, estão: calçadas com rampas e ilhas para pedestres entre uma via e outra, ciclovias, iluminação de LED, substituição do sistema de esgoto sanitário, caso não atenda as normas técnicas, pavimento permeável, entre outras exigências. 

Por meio desta inspiração, professores e alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentaram, em 2011, o Rodovias Verdes, específico de trechos rodoviários. Apesar de nenhum projeto ter sido ainda certificado, os idealizadores da iniciativa lembram que o Brasil avança em sustentabilidade de infraestruturas e citam as chamadas estradas ecológicas, como o sistema Anchieta-Imigrantes (SP) e a BR-290 (RS). As duas rodovias se destacam principalmente pela preservação do meio ambiente, que incluem trechos da mata atlântica. Há, ainda, uma dezena de outras estradas que empregam medidas como o uso de mistura asfalto/borracha e construção de passagens seguras para animais silvestres, chamados faunodutos. 

Para avançar nas práticas sustentáveis na infraestrutura brasileira, alguns especialistas apontam a parceria público-privada (PPP) como modelo de negócios ideal, já que prioriza obras com menores custos de construção e manutenção. É esse também o foco das diretrizes de diversos selos verdes, orientadas para medidas de economia de recursos, como instalação de luz de LED. Estima-se que a adoção de medidas sustentáveis gera a diminuição de até 35% dos custos operacionais e de manutenção.  

As novidades sobre projetos de infraestrutura sustentável e o debate sobre PPPs foram apresentados durante seminário no Sobratema Summit 2017, parte da Semana das Tecnologias Integradas para Construção, Meio Ambiente e Equipamentos. 

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julho 20 , 2017

Impermeabilização correta evita gastos com reparos

A impermeabilização é uma das técnicas mais antigas da construção. Um dos primeiros registros é do século V a.C., quando Heródoto narrou o uso asfalto derivado do piche como material antiumidade nos jardins da Babilônia. Nos dias de hoje, além de, logicamente, materiais mais avançados, a impermeabilização é pensada também em BIM (Building Modelling Information), já que a plataforma permite a representação simultânea de diferentes projetos integrantes de uma mesma obra. 
 
Isso é fundamental, pois os diferentes materiais impermeabilizantes, como membranas acrílicas e mantas asfálticas, muitas vezes interagem com elementos de estrutura e de sistemas hidráulicos, como no caso de lajes aparentes, onde o projeto de impermeabilização deve considerar a dimensão da estrutura e a interação com caimentos de ralo. 
 
                     Foto: Diogo Moreira/Governo do Estado de São Paulo
 
 
No entanto, não adianta utilizar recursos avançados se o projeto de impermeabilização for mal executado. Por isso, é preciso levar em conta os testes de estanqueidade presentes no item 4.5 da ABNT NBR 9575:2010 Impermeabilização – Seleção e Projeto. Os testes previstos na norma recomendam a interação da área impermeabilizada com água por um período contínuo de, no mínimo, 72 horas. Se houver vazamento, o reparo deve ser imediato. 

A impermeabilização contribui para redução de custos referentes à manutenção de uma obra ao combater patologias provocadas pela umidade. Estima-se que, em média, a etapa de impermeabilização consuma 1% do orçamento de uma obra, enquanto os gastos para reverter os efeitos danosos provocados por infiltrações em elementos e interações estruturais cheguem a 10%.

Algumas áreas propícias a infiltrações são usadas majoritariamente por funcionários de limpeza ou apenas como lugar de passagem pelos moradores de um prédio, por exemplo. É o caso de garagens de subsolo, onde muitas vezes é também o local do armazenamento do lixo. 

A norma diz que o básico é manter os ralos limpos e desobstruídos, não instalar nenhum equipamento ou elemento que possa perfurar a impermeabilização (no caso de mantas), não utilizar substâncias agressivas na lavagem das áreas, como ácidos (no caso de membranas) e, quando a impermeabilização contemplar áreas de jardim, não alterar o arranjo de forma que a terra ultrapasse a altura do rodapé original.  

Os benefícios dos diferentes sistemas de impermeabilização foram apresentados durante um seminário no Sobratema Summit 2017, um dos eventos participantes da Semana das Tecnologias Integradas para Construção, Meio Ambiente e Equipamentos. 

Postado em Semana das Tecnologias Integradas, Sobratema Summit

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julho 13 , 2017

Sustentabilidade em cidades é tema de estudos da ONU e do IBGE

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou recentemente o programa Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, série de metas e indicadores para a implantação de agendas verdes por órgãos públicos. O item onze do documento é especializado na questão das cidades e trata como prioridade para a melhoria do espaço urbano o cuidado com habitações e estratégias de mobilidade. 
 
Levando em conta os esforços da ONU em prol do planejamento urbano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) incluiu no Atlas Nacional Digital do Brasil 2017, no caderno temático intitulado Geografia das Cidades Sustentáveis no Brasil, algumas consideração acerca das metas propostas. O documento observa peculiaridades do desenvolvimento histórico brasileiro que impõe dificuldades às medidas que favoreçam o meio ambiente e a inclusão social, como o processo de urbanização tardio e o saneamento básico insuficiente. O estudo do IBGE também destaca a desigualdade social acentuada do país, que faz com que uma mesma cidade possua áreas com diferentes Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) e expectativa de vida. 
 
              Foto: César Ogata/SECOM 
 

Apesar das dificuldades, alicerces para um futuro mais verde e inclusivo já estão sendo lançados no país. O Projeto Renova Centro 20/30, iniciativa de órgãos privados, busca revitalizar uma área central da cidade de São Paulo conhecida como centro novo, quadrilátero formado pelas vias entre a Rua Coronel Xavier de Toledo e as avenidas Ipiranga, São João e São Luis.  

O projeto ouviu moradores e comerciantes e elencou cinco itens como prioridades no processo de revitalização: calçadas, coleta de lixo, poluição sonora, poluição visual e banheiros públicos. Na atual fase do Renova Centro 20/30, os coordenadores da iniciativa entram em contato com a prefeitura com o intuito de bolar estratégias em conjunto acerca da melhoria dos cinco itens.     
     
O Renova Centro 20/30 tem como meta pôr em prática as medidas de revitalização do centro novo até 2020 e replicar as ações em outras regiões, como Sé e República, até 2030. Já é planejada na próxima fase do projeto a inclusão de questões sobre habitação popular, outro ponto de relevância segundo a ONU para ampliar a sustentabilidade em cidades. O projeto foi apresentado durante a Semana das Tecnologias Integradas para Construção, Meio Ambiente e Equipamentos.

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julho 06 , 2017

Mercado americano apresenta tecnologias na área do concreto

O cuidado com o meio ambiente e o uso de novos recursos trazidos pela internet influenciam várias áreas da vida contemporânea. Na construção e produção de concreto não é diferente. Autoridades no assunto concordam em afirmar que a evolução no modo como se constrói em concreto será definido pela racionalização da água na produção do material e a aplicação de ferramentas virtuais no controle de qualidade e logística da construção.

Pautadas pela sustentabilidade, algumas fábricas norte-americanas inventaram um tipo de concreto que leva CO2 em sua formulação, técnica que se baseia em um processo cíclico: o gás carbônico gerado pelas fábricas e que sairia pelas chaminés para alcançar a atmosfera é coletado e reintroduzido na mistura do concreto, o que resulta na economia de cerca de 5% de cimento. Outra questão de sustentabilidade é o recurso da cura interna. Com essa técnica, são introduzidos no concreto, materiais semelhantes a esponjas, que soltam água aos poucos, priorizando um uso mais eficiente desse recurso.

Já as ferramentas da internet podem oferecer maior precisão. A novidade são medidores eletrônicos de umidade e temperatura instalados na mistura fresca. Os aparelhos, dotados de tecnologia wireless, enviam os dados para tablets e smartphones e garantem alto acerto na determinação do ponto do concreto. O mesmo princípio de controle a distância já está sendo feito nos EUA, por meio de GPS, para planejar a melhor rota no transporte de concreto via caminhões da fábrica até o canteiro de obras, o que gera economia de tempo e dinheiro.

Mesmo com várias tecnologias à disposição, construtoras norte-americanas ainda precisam atentar para pontos mais básicos do processo de trabalho com concreto. Um estudo publicado pelo World of Concrete, em 2015, revelou que erros em testes de corpo de prova, agregados de baixa qualidade e mão de obra não qualificada são responsáveis por encurtar a vida útil de estruturas em concreto, resultando em prejuízos para as empresas. De acordo com o mesmo estudo, que coletou dados de 2013 e 2014, os gastos com reparo chegaram à casa de US$ 20 bilhões ao ano nos Estados Unidos.    

Essas novidades e o debate sobre tecnologias na área do concreto nos Estados Unidos foram apresentadas durante seminário no Sobratema Summit 2017, parte da Semana das Tecnologias Integradas para Construção, Meio Ambiente e Equipamentos.   

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junho 29 , 2017

Municípios investem em PPPs nas áreas de saneamento e iluminação

Apesar do atual momento econômico-político vivido no país, até 2022 estão previstos investimentos de R$ 744,5 bilhões em obras de infraestrutura, sendo que 66,7% dos projetos em andamento estão concentrados nos segmentos de transportes, vias urbanas e indústria. Os dados são Neoway Tecnologia, que afirma ainda que há uma maior estabilidade institucional e segurança jurídica regulatória com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Com isso, existem indicações de boas oportunidades para o setor privado.
 
                      Foto: Prefeitura de São Paulo  
 
Uma dessas chances está nas parcerias público-privadas, em especial nos municípios. De acordo com o levantamento da Radar PPP, empresa que monitora o mercado de PPP e concessões, existem atualmente 958 projetos em todo o Brasil, sendo 138 na área de saneamento, o que representa R$ 28 bilhões de contratos assinados.

Na área de iluminação pública, são 123 projetos, com investimentos em torno de R$ 7,5 bilhões. E, esse segmento é um dos que mais chama atenção, já que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) determinou que, a partir de 2015, a iluminação pública é de responsabilidade da cidade, possibilitando, com isso, a instituição da Contribuição de Iluminação Pública (CIP), cobrada nas contas de luz. E, essa alteração, encaixa-se nas PPPs.

Um dos municípios que vem trabalhando com esse tipo de parceria é a cidade de São Paulo, que está preparando PPPs para catorze parques municipais, 22 terminais de ônibus, além da realização de concessões de catorze mercados municipais. O tema foi apresentado em Fórum no Sobratema Summit, maior evento de conteúdo do mercado de meio ambiente e do setor de construção no país.

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junho 22 , 2017

Cidades procuram investir em saneamento básico

A universalização dos serviços de saneamento básico é um dos principais desafios na área de infraestrutura. São mais de 34 milhões de brasileiros sem acesso à água tratada e o índice de coleta de esgoto está em 50% enquanto o de tratamento de esgoto, em 42,7%.

Assim, para atingir esse objetivo, o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) previa investimentos de R$ 400 bilhões até 2033. No entanto, de 2010 a 2015, o aporte médio ficou em cerca de R$ 11 bilhões, quase a metade do necessário, segundo estudo da GO Associados.

Foto: Prefeitura de Niterói 

 

Mesmo assim, os municípios e as capitais estão buscando alternativas para melhorar o saneamento. O ranking do Instituto Trata Brasil mostra que, em cinco anos (2011 a 2015), as 26 capitais (menos Palmas, no Tocantins) investiram, juntas, a quantia de R$ 19,44 bilhões, ou seja, 63% do que investiram as 100 maiores cidades (R$ 30,8 bilhões) e 32% do que o país todo investiu no mesmo período.

Já em termos de municípios, Niterói, no Rio de Janeiro, por exemplo, investiu nesses cinco anos em torno de 150 milhões. A cidade é a primeira do Estado neste quesito e, além de universalizar o abastecimento, hoje possui um índice de 17% de perdas de água e 92,8% de todo o esgoto produzido recebe tratamento.  A perspectiva da prefeitura é que, até 2018, 100% do esgoto seja tratado. Para isso, estão sendo construídas duas novas estações de tratamento de esgoto – Sapê e do Badu –, totalizando dez ETEs no total.

Uma das ETEs inauguradas, Maria Paula, conseguiu atingir uma eficiência energética que resultou numa economia de R$ 3 milhões, depois de adotar equipamentos e tecnologia de ponta. A estação conta com três módulos, cada um com capacidade para tratar 60 litros de esgoto por segundo, totalizando 180 L/s, integra um sistema que possui também 25 quilômetros de rede, 10 quilômetros de recalques e 12 elevatórias e beneficia cerca de 40 mil pessoas de Maria Paula, Matapaca, Vila Progresso e Muriqui. O case dessa ETE foi apresentado Sobratema Summit, maior evento de conteúdo do mercado de meio ambiente e do setor de construção no país. 

Postado em Semana das Tecnologias Integradas, BW Expo, Sobratema Summit

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