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Publicado em 19 de julho de 2018 por Mecânica de Comunicação

Desgaste de pontas de escavadeiras é amenizado com auxílio de diferentes técnicas

Ao se lidar com escavadeiras, custos relacionados às peças de reposição devem ser considerados. Entre elas, estão as pontas de escavadeiras, expostas ao desgaste pelo contato direto com o solo.  A função desempenhada pelo equipamento e as condições de trabalho influenciam na frequência de troca das peças. Em uma situação de manejo de rochas, por exemplo, o desgaste abrasivo, ou seja, por fricção, é acentuado e estima-se que a vida útil das pontas possa variar entre 50 e 300 horas, dependendo do tipo de material movimentado.      
  
                              Imagem retirada da dissertação de mestrado 
 

O desgaste diminui a produtividade de horas trabalhadas, pois, conforme as pontas são gastas e diminuem em comprimento, o poder de penetração no solo e de transporte de material é comprometido. Para retardar o desgaste, algumas técnicas são conhecidas, como o rodízio de pontas, isso é, a troca de posição das peças em uma mesma caçamba, já que em escavadeiras - e também em retroescavadeiras e pás carregadeiras -, as pontas localizadas nos cantos da caçamba sofrem maior abrasão se comparadas às situadas ao centro. A técnica do giro também é digna de nota e emprega a movimentação em 180° das pontas para otimizar o aproveitamento de cada peça.   

Outro meio de preservar as pontas de escavadeiras é a soldagem de uma liga metálica sobre essas peças. Tal técnica tem como princípio o revestimento das pontas com material duro, podendo ser aplicado em peças novas ou desgastadas pelo uso. O tipo de liga metálica a ser empregado deve ser estudado ao se utilizar essa técnica, uma vez que cada material de reforço possui custos e objetivos específicos. Assim, ligas que têm cromo como o principal elemento exigem menores custos, apresentam boa usinabilidade e são mais empregadas para obter aumento moderado de resistência ao desgaste. Já as ligas à base de cobalto e à base de níquel são mais caras, sendo que as do primeiro tipo são as mais versáteis, pois, além da abrasão, resistem ao calor, à corrosão, impacto, descamação, oxidação, choque térmico e erosão.    

Alguns estudos acadêmicos demonstraram que o revestimento duro em pontas de escavadeiras pode reduzir o custo de horas trabalhadas, além de prolongar a vida útil dessas peças. Mais detalhes estão na dissertação Desenvolvimento e Análise das Pontas de Escavadeiras de Grande Porte com e sem Revestimento de Material Duro, de autoria de Ernane Cunha de Lima, com orientação de Maria Celeste Costa e apresentada no Centro Federal de educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG).      
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