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Projeto “rua completa” busca humanizar vida urbana

5 de julho de 2017

Dez cidades vão implantar protótipos nos próximos anos. Objetivo é que modelo se espalhe por municípios entre 200 mil a 500 mil habitantes

Por: Altair Santos

Visionário, o projeto “rua completa” foi um dos destaques do Sobratema Summit, que aconteceu em junho de 2017, em São Paulo-SP. A ideia é suprimir o meio-fio e equalizar a convivência entre automóveis, ônibus, bicicletas e pedestres, com cada um respeitando seu espaço. A construção investe em elementos de concreto, como calçada com bloco intertravado, pavimento rígido e piso podotátil, para orientação aos deficientes visuais. A drenagem é feita por meio de biovaletas.

Modelo mostra as características da “rua completa”: tentativa de harmonizar a vida urbana

Modelo mostra as características da “rua completa”: tentativa de harmonizar a vida urbana

Um protótipo foi montado no evento, em uma área de 456 m², e com um recorte urbano projetado e construído sob os conceitos de acessibilidade universal, que exemplifica como é possível a convivência harmoniosa entre pedestres, ciclistas e veículos. A iniciativa é do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), em parceria com a Sobratema, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) e a ONG WRI Brasil, que idealizou o projeto.

O objetivo é que o modelo possa prosperar em municípios entre 200 mil e 500 mil habitantes, mas, antes, dez cidades foram selecionadas para receber as primeiras “ruas completas”, a fim de que se possa avaliar a capacidade do projeto de ser absorvido pela realidade urbana do país. Entre as cidades selecionadas, seis são capitais (São Paulo-SP, Brasília-DF, Salvador-BA, Porto Alegre-RS, Fortaleza-CE e João Pessoa-PB) e quatro são cidades de médio porte (Campinas-SP, Niterói-RJ, Joinville-SC e Juiz de Fora-MG).

Segundo o diretor da WRI Brasil, Luís Antonio Lindau, é preciso enfrentar o paradigma de que as ruas foram feitas para os carros. “Hoje, os automóveis dominam as vias, mas transportam menos de 30% das pessoas que circulam pelas ruas brasileiras. É preciso reverter esse cenário. Por isso, projetamos a rua completa. Ela é um espaço que mostra que é possível priorizar a mobilidade humana e que as ruas podem, sim, ser compartilhadas entre todos os usuários, independentemente do meio de transporte”, avalia.

Padronização

Protótipo de “rua completa” montado em São Paulo-SP: prioridade aos artefatos de cimento

Protótipo de “rua completa” montado em São Paulo-SP: prioridade aos artefatos de cimento

Na concepção do Projeto “rua completa” são obrigatórios os seguintes tópicos:
– Nivelamento da via com as calçadas
– Medidas moderadoras de tráfego
– Acessibilidade universal
– Sinalização clara e orientada ao pedestre
– Mobiliário urbano (lixeiras, bancos, postes de iluminação)
– Faixas de segurança
– Estreitamento das travessias e ilhas de refúgio para pedestres
– Diminuição da oferta de estacionamento gratuito para carros
– Ciclovias ou ciclofaixas
– Faixas de ônibus
– Acesso facilitado aos pontos de parada do transporte coletivo

Na apresentação do projeto foram mostrados modelos que já são realidade fora do país, principalmente na Grã-Bretanha, nos países nórdicos (Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia) e em cidades dos Estados Unidos, como Los Angeles e Orlando, onde os parques da Disney acabaram inspirando os gestores públicos destas cidades a adotar conceitos inovadores de mobilidade urbana. Mas, como disse, o presidente do Sinaenco, José Roberto Bernasconi, não se trata apenas de mobilidade urbana, e sim “mobilidade humana”. “É possível priorizar a mobilidade humana. Para isso, é preciso vencer barreiras culturais”, finaliza.

Entrevistados
– Luís Antonio Lindau, Engenheiro civil pela UFRGS e diretor da ONG WRI Brasil
– José Roberto Bernasconi, engenheiro civil pela Poli-USP e presidente do Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva)

Crédito Fotos: WRI Brasil e Cia. de Cimento Itambé

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