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Tecnologia transforma pavimento de concreto nos EUA

28 de junho de 2017

 
Uso de ferramentas, como scanners, BIM e impressão 3D, aumentam a competitividade e a qualidade das estradas construídas nos Estados Unidos

Por: Altair Santos

Nos Estados Unidos, o pavimento de concreto ganha aliados tecnológicos que ajudam a apressar a obra, torná-la melhor acabada, duradoura e com custo menor. Entre as tecnologias agregadas a esse tipo de pavimentação está o BIM, que permite dimensionar a estrada em 3D e promover um capeamento mais uniforme. “Com o uso de equipamentos adaptados para a tecnologia 3D, o concreto é colocado na rodovia sem precisar que usem linhas para verificar o alinhamento. A qualidade é semelhante ao pavimento pré-moldado, que também é usado bastante nos Estados Unidos, principalmente para a restauração”, diz o engenheiro norte-americano Bill Palmer.

Pavimento de concreto reforçado com fibras de aço permite o uso de camadas mais finas, porém mais resistentes

Pavimento de concreto reforçado com fibras de aço permite o uso de camadas mais finas, porém mais resistentes

O especialista, que atuou por dez anos no American Concrete Institute, além de ter sido diretor-executivo da American Society of Concrete Contractors (ASCC) e da The Masonry Society, esteve no Brasil no começo de junho para comandar a palestra “O que há de novo na construção em concreto”, dentro do Sobratema Summit 2017. Em sua apresentação, Palmer destacou também o uso de scanner a laser como uma ferramenta que elimina o retrabalho e melhora o padrão do pavimento. Essa tecnologia chama-se Ground-Penetrating Radar (GPR). Ela fornece estudos sobre o solo e identifica obstáculos enterrados, como tubulações e cabos.

Segundo Bill Palmer, o GPR possibilita definir o traçado sem que depois seja necessário refazê-lo por causa da descoberta de obstáculos no caminho. No Brasil, há empresas que aplicam essa tecnologia, mas com outras finalidades. Entre elas, verificar vazamento em tubulações de saneamento e de gás. Palmer afirma que nos Estados Unidos já se usa uma versão mais atualizada, e que permite sua aplicação em projetos de rodovias pavimentadas com concreto. “O planejamento antes da escavação reduz custos e evita imprevistos no momento da implantação da obra”, resume. Além disso, diz o engenheiro norte-americano, o GPR vai levar ao uso da robótica na pavimentação. “O caminho natural é termos máquinas que farão a impressão 3D do pavimento”, avalia.

Overlay e CCR

Bill Palmer: impressão 3D é o futuro do pavimento de concreto

Bill Palmer: impressão 3D é o futuro do pavimento de concreto

Outra novidade apresentada por Bill Palmer no Sobratema Summit 2017 foi o pavimento ultrafino permeável, que mede duas polegadas (5 centímetros) e é recomendado para overlay (restauração de pavimento em concreto com outra camada de concreto), além do roller-compacted concrete (concreto compactado com rolo [CCR]) para ser usado como base para o pavimento asfáltico. O especialista norte-americano revelou ainda que o concreto autoadensável e o concreto reforçado por fibras de aço também ganham espaço nas tecnologias de pavimentação, inclusive já testadas fora dos Estados Unidos, em países europeus.

Palmer revela que todo o esforço da indústria que atua na produção de concreto nos Estados Unidos tem duas finalidades: eliminar o retrabalho e reduzir ao máximo o risco de patologias. “A execução é milimetricamente calculada para que não haja erros. Para isso, o uso de tecnologia é imprescindível”, completa, afirmando que o celeiro das pesquisas sobre pavimento de concreto nos Estados Unidos está na Califórnia. “É de lá que virão as principais novidades”, finaliza.

Entrevistado
Engenheiro civil Bill Palmer, diretor da Hanley Wood’s Commercial Construction Group, membro do American Concrete Institute, da American Society of Concrete Contractors (ASCC) e da The Masonry Society

Crédito Fotos: Cia de Cimento Itambé e ISCP

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