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Construção civil começa a ganhar novos protagonistas

3 de agosto de 2017

 
Saem as megaobras e entram projetos como usinas eólicas e fazendas fotovoltaicas, além de investimento em saneamento e aterros sanitários

Por: Altair Santos

Analistas de tendências da construção civil avaliam que, a partir de 2018, o setor terá novos protagonistas. São obras que tendem a atrair maiores volumes de investimentos, e que possuem um perfil bem diferente do que se viu recentemente no Brasil. Saem as refinarias de petróleo e gás, as grandes hidrelétricas, as linhas de metrô, os estádios e os canais de irrigação e entram programas de acesso à água e esgoto, usinas eólicas e fotovoltaicas, aterros sanitários, projetos municipais de mobilidade urbana e ferrovias.

Usina solar Nova Olinda, no Piauí: primeiros painéis fotovoltaicos começam a ser instalados

Usina solar Nova Olinda, no Piauí: primeiros painéis fotovoltaicos começam a ser instalados

Esses investimentos tendem a vir em forma de concessões e PPPs (Parcerias Público-Privadas), o que, na opinião dos especialistas, evitará que as obras corram o risco de serem abandonadas na fase de projeto ou durante a execução. Para o vice-presidente da Sobratema, Mário Humberto Marques, as oportunidades de negócio na área de infraestrutura vão se concentrar mais na esfera municipal. “Além das oportunidades, a vantagem adicional é que existem recursos disponíveis, como é o caso do segmento de saneamento básico, cujo orçamento prevê financiamento até 2030 para que seja zerado o déficit que atinge mais da metade da população do país”, afirma.

O dirigente salienta também que outra área promissora é a de energia eólica, que em 2017 deve fechar com crescimento de 70% em relação a 2016. “A energia fotovoltaica não fica para trás, ou seja, as oportunidades estarão fora do mercado que estamos acostumados a olhar”, ressalta. A prova está no investimento que a italiana Enel está fazendo em Ribeira do Piauí, no Piauí, onde constrói a maior usina de energia solar da América Latina, com capacidade para 292 megawatts/dia e investimento de quase um bilhão de reais.

A usina Nova Olinda fica a 380 quilômetros de Teresina e vai ocupar uma área de 690 hectares. Por ano, poderá gerar mais de 600 GWh – o suficiente para atender 300 mil residências. As obras já estão em andamento e a usina deverá entrar em pleno funcionamento em 2019. Será uma das maiores usinas solares do mundo, com mais de um milhão de painéis fotovoltaicos. “Nova Olinda é um grande desafio que, acreditamos, abrirá caminho para projetos igualmente importantes na América Latina”, explica o gerente da usina, Tommaso Quadrini.

Incentivo aos municípios
Outro incentivo recente a novos projetos na construção civil foi dado na primeira quinzena de julho de 2017, quando foi lançado o Programa de Apoio às Concessões Municipais. Trata-se de uma linha de crédito de 11,7 bilhões de reais para que as prefeituras viabilizem, através de PPPs, obras de infraestrutura, como iluminação pública, saneamento e gestão de resíduos sólidos. Apesar do contingenciamento de recursos para cumprir a meta fiscal de 2017, o governo federal garante que esse programa será mantido, com aporte inicial de 180 milhões de reais.

Uma das regiões beneficiadas será liderada pela cidade de Ponta Grossa, no Paraná. Um consórcio de 13 municípios, em parceria com a indústria de papel e celulose Klabin, está construindo um aterro sanitário que deve beneficiar 180 mil pessoas. A obra deve ser inaugurada em 2018, ao custo de 10,5 milhões de reais.

Entrevistados
– Engenheiro mecânico Mário Humberto Marques, vice-presidente da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração) (via assessoria de imprensa)
– Frente Nacional de Prefeitos (via assessoria de imprensa)
– Grupo Enel (via assessoria de imprensa)

Contatos
sobratema@sobratema.org.br
secretaria@fnp.org.br
ufficiostampa@enel.com

Crédito Foto: Enel

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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