Credencie aqui MTPS BW Expo Construction Expo Sobratema Summit

Quem Somos

Com mais de 29 anos de atividade, a SOBRATEMA - Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração se dedica a propor soluções para o desenvolvimento tecnológico do setor, difundir o conhecimento e informações, participar da formação, especialização e atualização de profissionais que atuam no mercado brasileiro da construção e da mineração.

A entidade conta com o apoio de mais de 1 mil associados (profissionais e empresas de construção, de locação, fabricantes e prestadores de serviços) e de parceiros estratégicos, que englobam as principais entidades representativas de profissionais no Brasil e no exterior.

APRESENTAÇÃO SOBRATEMA EM NÚMEROS

★ CATÁLOGO INSTITUCIONAL

MANUAL DE ÉTICA E CONDUTA DA ENTIDADE

ESTATUTO SOBRATEMA

Saiba como garantir a segurança na operação de guindastes

O controle de riscos inerentes ao funcionamento desses equipamentos deve ser minucioso, de modo a evitar acidentes graves decorrentes de tombamento de máquina, queda de objetos entre outros

Texto: Juliana Nakamura

SEGURANCA-guindastes
Os pontos principais para o planejamento de movimentação dos guindastes são: equipamentos, pessoas e procedimentos (foto: Oleg Totskyi / shutterstock)

Robustos e com alta capacidade para transportar cargas pesadas, os guindastes são utilizados para içamento e movimentação de insumos e peças pré-fabricadas a alturas e distâncias elevadas. Operar esses equipamentos, no entanto, requer planejamento apurado, dimensionamento criterioso, estrita obediência às normas e regulamentações existentes, bem como o envolvimento de profissionais qualificados.

Tudo isso porque, nas operações de movimentação de carga, os riscos estão sempre presentes e não é possível eliminá-los. “A saída é se antecipar aos problemas e tomar ações que garantam níveis aceitáveis de segurança”, afirma Carlos Gabos, líder da Área de Movimentação de Carga e Pessoas da Odebrecht Infraestrutura.

OPERAÇÃO DE RISCO

Entre os maiores perigos que envolvem a operação com guindastes destaca-se o tombamento da máquina, que pode ser consequência de falha no processo de estabilização do equipamento por imprudência/negligência ou imperícia. Ricardo Sávio Marques Mendes, instrutor do Instituto Opus de Capacitação Profissional, explica que o tombamento também pode ser resultado da abertura desigual dos estágios dos estabilizadores. Podem acontecer, ainda, problemas de afundamento do guindaste ocasionados por falhas no dimensionamento da resistência do terreno ou por sobrecargas não calculadas.


A saída é se antecipar aos problemas e tomar ações que garantam níveis aceitáveis de segurança
Carlos Gabo

Outro risco constante é a quebra da lançaocasionada por sobrecarga e pelo uso incorreto dos recursos da máquina. Sávio conta que a maioria dos guindastes apresenta limitador de momento de carga (LMI) que informa, alerta, limita e bloqueia os movimentos da lança do guindaste, justamente para garantir segurança à operação. “Mas uma chave bipasse pode permitir que o guindaste seja operado sem esse recurso, ocasionando sobrecarga na lança e sua ruptura”, alerta o instrutor do Instituto Opus.

QUEDAS E CHOQUES

O plano para garantir a segurança na operação de guindastes deve minimizar eventuais problemas causados pela queda de objetos. Nesse ponto, é fundamental contar com o apoio de profissionais com domínio de técnicas de amarração de carga, incluindo o conhecimento em manuseio de tabela de acessórios e princípios básicos de física e matemática. “Uma carga em desequilíbrio ocasiona movimentos que podem causar esmagamentos de membros na etapa de amarração. Já um acessório de içamento usado de forma incorreta pode ocasionar a queda da carga”, salienta Sávio.

A ocorrência de choque elétrico é outro perigo que deve ser afastado. Para tanto, é fundamental o conhecimento das distâncias seguras para trabalho de guindaste. “Nenhuma parte do equipamento ou da carga pode estar em ‘zona proibida’ em torno de uma linha energizada”, diz Sávio, lembrando que, diante de certas condições meteorológicas, tais como neblina, fumaça e chuva, pode ser preciso aumentar essa distância.

COMO DEVE SER O PLANEJAMENTO?

Toda e qualquer operação com guindastes deve ser planejada. Em casos muito simples, um formulário com informações sobre valores de carga, configuração do guindaste, capacidade informada na tabela e acessórios pode ser suficiente. Mas em situações mais complexas, o planejamento deve ser acompanhado de um plano de rigging onde são previstos todos os movimentos dos guindastes, suas configurações, detalhes de amarração e folgas operacionais.


Uma carga em desequilíbrio ocasiona movimentos que podem causar esmagamentos de membros na etapa de amarração. Já um acessório de içamento usado de forma incorreta pode ocasionar a queda da carga
Ricardo Sávio Marques Mendes

Segundo Carlos Gabos, o planejamento da movimentação de guindastes deve focar três pontos prioritariamente:
1. Equipamentos – Os equipamentos têm capacidade adequada para a operação? Eles estão em condições seguras de operação, foram inspecionados e testados? Existe um responsável técnico legalmente habilitado?
2. Pessoas – Elas estão aptas a operar os equipamentos? A experiência dos colaboradores está de acordo com o nível de dificuldade da operação? As pessoas são certificadas?
3. Procedimentos – Eles estão bem definidos e cobrem todos os pontos da operação? Os colaboradores têm conhecimento e aplicam esses procedimentos?

QUALIFICAÇÃO DOS OPERADORES

Além do planejamento, uma operação segura de movimentação de cargas não pode prescindir de profissionais com aptidão, saúde avaliada através de exames médicos conforme programa de controle médico de saúde ocupacional (PCMSO), capacitado em curso ministrado por profissionais com proficiência no assunto. Segundo Sávio, tal formação deve englobar, no mínimo:
• Conhecimento da máquina e suas inovações tecnológicas
• Riscos e medidas de prevenção na operação de guindaste
• Princípios da física aplicados ao guindaste
• Técnica de amarração de cargas
• Estudo do manual do fabricante
• Estudo sobre as tabelas de cargas
• Estudo da influência do vento na operação de guindaste com carga
• Sinalização manual e via rádio
• Interpretação de plano de rigging
• Prática operacional com operações de movimentação do transportador e operações de içamento de carga

A operação de guindastes quase sempre envolve uma equipe composta por um supervisor de movimentação de cargas, um operador para cada equipamento e auxiliares de movimentação de cargas (sinaleiros amarradores). Todos eles devem ter pleno conhecimento de suas responsabilidades e atribuições. Além disso, sempre deve haver um único líder, pré-definido, que será o responsável pela operação.

FATOR EQUIPAMENTO

especificação do guindaste correto para cada situação é fundamental para garantir boa produtividade e segurança às movimentações de cargas.

De acordo com Ricardo Sávio, é importante que o equipamento possua, no mínimo, as seguintes tecnologias embarcadas: limitador de momento de cargas (LMI), inclinômetro com controle de nível em dois eixos (x, y), indicador luminoso e sonoro, sirene, indicando desnivelamento, anemômetro, além de operação à distância por controle remoto sem fio, este último especialmente em guindastes de pequeno porte (guindauto).

As manutenções devem ser aplicadas rigorosamente para assegurar o bom estado de funcionamento do equipamento, seguindo o plano preconizado pelo fabricante.

Para maior segurança do contratante, a contratação de serviços de guindaste deve prever a exigência de uma série de itens, além do contrato. São eles: 
• Declaração do responsável técnico legalmente habilitado garantindo a boa performance do equipamento e acessórios que venham ser fornecidos (com ART)
• Definição antecipada da equipe, com certificação e experiência adequadas ao nível de exigência do trabalho que será executado
• Ano de fabricação do guindaste e teste de carga

Normas técnicas

As principais normas técnicas brasileiras que abordam a montagem e a operação de guindastes são: ABNT NBR 16.463-1 Guindastes; ABNT NBR 14.768 Guindastes – Guindaste articulado hidráulico – Requisitos; ABNT NBR ISO 2408 Cabos de aço para uso geral – Requisitos mínimos; e ABNT NBR ISO 4309 Equipamentos de movimentação de carga – Cabos de aço – Cuidados, manutenção, instalação, inspeção e descarte.

Leia também:
Como preparar uma base de apoio para içamento de cargas 
Caminhão munck substitui guindaste com vantagem em operações leves

COLABORAÇÃO TÉCNICA

Carlos Gabos – Engenheiro mecânico, é líder da área de Movimentação de Cargas na Odebrecht Infraestrutura onde ministra treinamentos e dá apoio às obras
 
 
Ricardo Sávio Marques Mendes – Engenheiro civil, é instrutor do Curso de Rigger do Instituto Opus de Capacitação Profissional e consultor na SETC Engenharia & Rigger

Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj 401 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP - Telefone (11) 3662-4159 - Fax (11) 3662-2192 - sobratema@sobratema.org.br

Loading