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Como escolher equipamentos de acesso e movimentação de cargas?

Para garantir a produtividade, especificação deve considerar a logística, o layout do canteiro e o tipo de projeto. Além disso, os trabalhadores precisam ser treinados para usar as máquinas

Texto: Juliana Nakamura 

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As gruas podem ser usadas para içar materiais (foto: HacKLeR/shutterstock)

Cada vez mais decisivos para garantir alta produtividade às obras, os equipamentos paramovimentação de cargas e pessoas nos canteiros abarcam uma ampla variedade de soluções, desde simples andaimes a gruas e guindastes robustos.

Diante de tantas alternativas, dimensionar, especificar e adquirir a máquina mais adequada pode ser um desafio. Não custa lembrar que erros na especificação podem causar ineficiência na produção, ociosidade de máquinas e desperdício de recursos. O ideal é que a introdução do maquinário esteja vinculada a estudos de logística, ao treinamento de funcionários e a bons projetos de produto, processos e produção.

CUIDADOS NA CONTRATAÇÃO

Para definir quais e quantos equipamentos de acesso e movimentação contratar é necessário analisar a tipologia do projeto. “Um empreendimento horizontal com as edificações espalhadas numa área considerável demanda equipamentos diferentes de uma obra vertical e concentrada”, comenta o engenheiro Cássio Chiappa de Almeida, gerente executivo de engenharia da Vitta Residencial.

Além disso, outros cuidados devem pautar a escolha e a aquisição bem-sucedidas. É fundamental, por exemplo, verificar se o modelo atende aos requisitos de segurança determinados pelas normas técnicas vigentes, sobretudo a NR-18.

A definição do fornecedor do equipamento – seja para venda ou locação – deve ser sempre precedida de pesquisa sobre o histórico, principalmente no tocante ao atendimento ao cliente e ao pós-venda. “Na hora de selecionar um fornecedor, devem ser considerados o tempo de resposta aos chamados e a disponibilidade de peças de reposição”, cita Almeida.

ANDAIMES, BALANCINS E CREMALHEIRAS

Com relação aos andaimes, um cuidado importante é garantir que o fornecimento seja acompanhado de um projeto de montagem. Esse documento deve dispor de plantas, cortes, vistas e detalhes técnicos que definam claramente os encaixes, o posicionamento de elementos estruturais, o dimensionamento das peças, as cargas adotadas, os pontos de amarração e a sequência de montagem.

De modo geral, o andaime fachadeiro é mais vantajoso quando o seu tempo de permanência na obra não é muito extenso. Já em edifícios altos, o balancim tende a ser melhor opção. A decisão de comprar ou alugar esses equipamentos depende do fluxo de trabalho da construtora. Via de regra, a compra é viável quando a construtora possui uma sequência considerável de serviços com as mesmas características.

Já com relação a andaimes, a tendência aponta para o desenvolvimento de sistemas que proporcionem montagens ágeis, simples e seguras
Cássio Chiappa de Almeida

No caso do elevador cremalheira, a escolha do modelo ideal deve considerar o volume de insumos a serem transportados por serviço, a capacidade do equipamento (carga e velocidade) e o tempo de transporte e descarga por pavimento. No momento da comparação, vale observar o tamanho da porta, as posições do motor da máquina e da caixa de comando interna. Nos últimos anos, os elevadorespassaram por aprimoramentos com relação à capacidade de elevação de carga. “Já com relação a andaimes, a tendência aponta para o desenvolvimento de sistemas que proporcionem montagens ágeis, simples e seguras”, destaca Almeida.

GUINDASTES E GRUAS

Versáteis e com grande capacidade para movimentação vertical de cargas, guindastes e gruasestão presentes em diferentes tipos de obra, especialmente naquelas com alto grau de industrialização. A contratação desses equipamentos deve ser acompanhada pela declaração do responsável técnico legalmente habilitado (ART), assim como pela definição antecipada da equipe, com certificação e experiência condizentes com a exigência do trabalho que será executado.

Os guindastes são úteis para o lançamento de vigas pré-moldadas de concreto, movimentação de insumos e montagem de estruturas metálicas. “Essas máquinas devem possuir, no mínimo, as seguintes tecnologias embarcadas: limitador de momento de cargas, inclinômetro com controle de nível em dois eixos, indicadores luminoso e sonoro, sirene, anemômetro e operação à distância por controle remoto sem fio”, lista o engenheiro Ricardo Sávio Mendes, instrutor do Instituto Opus de Capacitação Profissional.

As gruas, por sua vez, são muito aproveitadas para o içamento e a montagem de painéis e armaduras pré-montados, bem como para transportar paletes de materiais. Para a especificação bem-sucedida desses equipamentos é fundamental o conhecimento sobre as características da obra e do canteiro para definir o melhor modelo (torre móvel, fixa, ascensional etc.). As locadoras costumam oferecer junto com as gruas e os guindastes, operadores treinados. Assim, garantem a qualidade do serviço e o bom desempenho da máquina.

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COLABORAÇÃO TÉCNICA

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Cássio Chiappa de Almeida – Engenheiro civil com especialização em Engenharia de Estruturas pelo Centro Universitário Moura Lacerda. É gerente executivo de engenharia da Vitta Residencial
 
 
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Ricardo Sávio Marques Mendes – Engenheiro civil, é instrutor do curso de rigger no Instituto Opus de Capacitação Profissional e consultor de rigger planejador na Setc Engenharia

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