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Com mais de 29 anos de atividade, a SOBRATEMA - Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração se dedica a propor soluções para o desenvolvimento tecnológico do setor, difundir o conhecimento e informações, participar da formação, especialização e atualização de profissionais que atuam no mercado brasileiro da construção e da mineração.

A entidade conta com o apoio de mais de 1 mil associados (profissionais e empresas de construção, de locação, fabricantes e prestadores de serviços) e de parceiros estratégicos, que englobam as principais entidades representativas de profissionais no Brasil e no exterior.

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Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração

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fevereiro 22 , 2018

Alunos de engenharia projetam escola com contêineres


A utilização de contêineres pela construção civil é uma prática bem difundida em alguns países, como Holanda, Inglaterra e Japão. No Brasil, a técnica vem ganhando espaço principalmente em projetos residenciais, onde oferece sustentabilidade e um toque contemporâneo ao design. Pensando em outras possibilidades de aplicação dos contêineres, alunos do curso de engenharia civil da Esamc Santos (Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação de Santos) desenvolveram o projeto de uma escola com mais de dez cômodos que reutiliza o material abandonado no porto da cidade.
 
           Foto: Divulgação  Esamc Santos
 

A ideia tomou como base as vantagens sustentáveis já conhecidas da técnica com contêineres - que além de reaproveitar a estrutura metálica também dispensa canteiro de obras e produz poucos resíduos -, e aplicou outras práticas pouco agressivas ao meio ambiente. No projeto, foram adicionados telhado verde, painéis solares fotovoltaicos e sistema para captação de água da chuva. Na escola desenvolvida pelos alunos cada módulo (contêiner) recebe sistema de isolamento acústico e térmico e sai em média por R$ 50 mil reais, sendo o custo total da escola cerca de R$ 400 mil reais com a mobília inclusa.

A maquete da escola contém 4 salas, 1 cozinha, banheiro masculino e feminino, sala dos professores, diretoria, biblioteca e pátio. Também possui uma quadra poliesportiva, o que demandaria custos mais altos. O projeto ainda pode ser adaptado para espaços de reforço escolar em comunidades.

O trabalho de conclusão de curso "Escola Modular" foi orientado pelo professor Alessandro Borraschi e realizado pelos universitários Débora Farias, Julio Lara, Marjory Lessa, Nicholas Barreto e Patrícia Marcondes, da Esamc Santos.   

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fevereiro 15 , 2018

Universidades apoiam iniciativas de alunos na criação de startups

Os últimos anos presenciaram um aumento no número de empresas com formato de startups, mas no Brasil muitas delas enfrentam dificuldades. Segundo estudo da fundação Dom Cabral, um quarto delas fecham as portas antes do primeiro ano de existência; do restante, 25% não completam quatro anos de atividade. Ainda segundo a pesquisa, a diferença entre o sucesso e o fracasso pode estar no auxílio prestado por uma incubadora de startups, podendo diminuir em até três vezes as chances de falência nos primeiro anos. As incubadoras são organizações públicas ou privadas capazes de auxiliar empresas em aspectos comerciais.
 
               Foto: Revista M&T 
 

Um exemplo de incubadora em universidade é a Agência de Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que apoiou a criação de uma startup no segmento de locação de equipamentos para construção por alunos do curso de engenharia civil. Eles desenvolveram uma plataforma online, no qual empresas proprietárias de máquinas anunciam seus produtos. No esquema de economia colaborativa proposto pela startup, os usuários da plataforma interessados em alugar máquinas ganham agilidade no processo, uma vez que uma cotação que levaria até três dias é feita em poucos minutos. A plataforma conta, atualmente, com cerca de 40 máquinas cadastradas e tem locatários recorrentes. Recentemente, atingiu a marca de R$ 300 mil movimentados em contratos de locação.      

Outras universidades brasileiras também investem em incubadoras de startups. É o caso da Supera, localizada no campus da USP de Ribeirão Preto, com mais de 50 empresas que recebem apoio administrativo para o desenvolvimento de seus negócios, como auxílio para a elaboração dos projetos e registro de propriedade intelectual. Algumas instituições de ensino oferecem suas incubadoras também para não alunos. É o que acontece na Incamp - Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas, onde as empresas participantes têm acesso aos laboratórios e outras facilidades da Unicamp. O Centro de Empreendedorismo do Programa de Incubação de Empresas (CEI-Proine) da Universidade Federal de Goiás oferece planos estratégicos de consultorias, capacitações, rede de contatos e participação em eventos.   

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fevereiro 08 , 2018

Plataforma digital auxilia gestores no tratamento de resíduos

Foi instituída em 2010 a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que responde aos problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo indevido de material descartado. Segundo essa lei, a partir de 2014 apenas rejeitos podem ser dispostos em aterros sanitários, isso é, resíduos impossíveis de serem tratados por processos existentes e economicamente viáveis. Com a nova lei em vigor, gestores públicos precisaram planejar a correta disposição dos resíduos, assim como administradores da construção civil, atividade geradora de grande volume de material descartado e raramente tratado. Estima-se que o índice de reaproveitamento de materiais no Estado de São Paulo, por exemplo, esteja abaixo de 1%, segundo dados da ABRECON (Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição).

 

Com o objetivo de atender as demandas da PNRS, o Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP) criou a Plataforma Digital de Indicadores e Índices de Coleta Seletiva. A ferramenta oferece dois questionários responsáveis por calcular o nível de sustentabilidade de municípios, empresas envolvidas no gerenciamento de resíduos, como construtoras e demolidoras, e também companhias de coleta seletiva. Os questionários avaliam indicadores como muito favorável, favorável, desfavorável e muito desfavorável.

Segundo os criadores da Plataforma, o ideal é a realização do questionário a cada seis meses, permitindo acompanhar a evolução no tratamento dos resíduos sólidos. A Plataforma ainda disponibiliza relatórios semestrais aos usuários sobre os resultados, oferecendo um constante monitoramento da PNRS. Outro objetivo da ferramenta é aproximar organizações de catadores e locais geradores de resíduos, como os canteiros de obras.

A Plataforma de Indicadores foi desenvolvida pela IEE/USP em parceria com Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e as instituições de incentivo à pesquisa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A ferramenta pode ser consultada neste link.

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fevereiro 01 , 2018

Pesquisa avalia uso de gás carbônico pela indústria da construção

Estima-se que a indústria cimenteira seja responsável por 5 a 8% das emissões globais de CO2, sendo 95% do gás gerado durante a fabricação e apenas 5% no transporte do material. Uma vez que a produção mundial de cimento é de 3,5 bilhões de toneladas anuais e projetando um aumento para 5,5 bilhões anuais até 2050, apenas a indústria cimenteira poderá ser responsável por 30% do total das emissões mundiais de CO2.

Para oferecer maior sustentabilidade à produção de cimento, pesquisadores já vêm desenvolvendo estudos e trabalhos científicos e técnicas diferenciadas, visando sua aplicação no mercado. Um desses projetos é do engenheiro Alex Neves Júnior, que estudou a viabilidade de fabricação de peças à base de cimento, como telhas e pavimentos, tratadas com o CO2 que sairia pelas chaminés das fábricas.

No processo, o CO2 capturado reage com o hidróxido de cálcio do cimento durante as primeiras horas de produção dos materiais.  Essa reação pode aumentar a resistência mecânica de peças cimentícias, se comparadas com materiais produzidos pelo método tradicional.

A ideia de "sequestro do carbono" já é conhecida pela indústria da construção. Nos Estados Unidos, por exemplo, foi desenvolvida a técnica que incorpora o CO2 capturado na mistura do concreto auto adensável, promovendo a economia de água e cimento. Segundo Alex Neves Júnior, o diferencial da pesquisa brasileira é o estudo de peças produzidas com a técnica, o que permitirá no futuro a construção de casas protótipo.

A tese "Captura de CO2 em materiais cimentícios através da carbonatação acelerada”, apresentada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), venceu a quarta edição do Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade. O trabalho está disponível para download neste link.  

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janeiro 24 , 2018

Sistema possibilita ter usinas eólicas mais silenciosas

O Brasil é o sétimo país com maior geração de energia eólica no mundo, segundo dados do Ministério de Minas e Energia. Em dezembro de 2017, o país ultrapassou a marca de 500 parques eólicos instalados, com um total de 12,64 GW capacidade instalada em 503 usinas. A informação é da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).
 
                    Foto: Revista Grandes Construções 
 
  
Um dos principais problemas para a geração de energia eólica é o ruído, causado, principalmente, pelo avanço da tecnologia dos aerogeradores, o aumento da velocidade de giro das pás e o crescimento de diâmetro do equipamento. Por esse motivo, foi desenvolvido um sistema que possibilita diminuir o barulho proveniente das pás, tornando as usinas mais silenciosas. Os parques eólicos funcionam em regime 24x7 e, no país, estão situados geralmente em áreas populosas.  

O projeto criado por um engenheiro da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) foi iniciado há quatro anos com a elaboração de uma ferramenta técnica capaz de prever, ainda na fase de projeto da turbina, o nível de ruído esperado. Depois, buscou-se uma forma de levar tal ferramenta aos interessados, solução encontrada na parceria entre a Poli e a Universidade Técnica de Berlim (TU Berlin), que já desenvolvia programas ligados ao desempenho de estruturas de aerogeradores, mas nada em relação à acústica. Foi então criado o software livre QBlade, com o objetivo de criar uma solução integrada para design e cálculo aerodinâmico das pás de turbinas. O software já teve mais de 17 mil downloads

As pesquisas tiveram continuidade, sendo desenvolvidos na universidade brasileira, com o auxílio do QBlade, três tipos de aerogeradores silenciosas — Poli 100, Poli 180 e Poli 220, nome dado em função dos respectivos diâmetros. Os equipamentos estão com o projeto finalizado, com cálculos e desenhos prontos, e no momento estão aguardando a solicitação de patenteamento feita pela Agência USP de Inovação.    

O projeto de usinas eólicas silenciosas é coordenado pelo engenheiro Joseph Youssif Saab Junior, cuja tese de doutorado Trailing-edge noise: development and application of a noise prediction tool for the assessment and design of wind turbine airfoils teve orientação do professor Marcos de Mattos Pimenta. O software QBlade está disponível para download gratuito neste link.  

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janeiro 18 , 2018

Estudo da USP avalia alternativa para pavimentos de concreto

O Departamento de Engenharia de Transportes da Poli (USP) vem estudando desde janeiro de 2016 o uso de pavimentos de concreto continuamente armados (PCCA) em vias rodoviárias. Para a pesquisa, a técnica foi empregada em uma pista de testes construída na Cidade Universitária, com extensão de 200 m e sujeita ao tráfego intenso de veículos, inclusive ônibus. Se comprovada a eficiência do PCCA, essa pode ser uma opção além da técnica mais usada no Brasil, o pavimento de concreto simples (PCS).  
 
        Foto: Assessoria de Imprensa da Poli/USP 
 
 
Até agora, o estudo concluiu que o PCCA pode ser mais econômico ao longo do tempo, pois dispensa gastos com a manutenção frequente exigida pelo PCS, embora o custo inicial da técnica estudada seja maior, devido ao aço empregado na armadura. Outra vantagem do PCCA já descoberta pelos pesquisadores é o maior conforto oferecido aos motoristas. Isso acontece porque, ao contrário do PCS, onde são usadas placas de concreto e juntas entre elas que podem gerar desnivelamentos na pista, o PCCA garante pavimento mais linear e melhores condições para o trajeto de veículos. 

Um dos pontos principais do estudo é monitorar o comportamento do PCCA em ambiente tropical, já que o referencial teórico do método considera condições climáticas temperadas, típicas dos países onde o pavimento com armadura é mais utilizado, como EUA, Holanda e Bélgica. O bom funcionamento da armadura metálica do sistema é muito importante, pois é ela a responsável por garantir que as fissuras surgidas na superfície do concreto não aumentem com o passar do tempo.   

O estudo na pista de testes é parte da dissertação de mestrado “Análise Experimental e Analítica da Fissuração de Pavimentos de Concreto Continuamente Armados em Clima Tropical”, de autoria da pesquisadora Andréia Posser Cargnin e orientada pelo professor José Tadeu Balbo, e está disponível para download neste link.  

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