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Com mais de 29 anos de atividade, a SOBRATEMA - Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração se dedica a propor soluções para o desenvolvimento tecnológico do setor, difundir o conhecimento e informações, participar da formação, especialização e atualização de profissionais que atuam no mercado brasileiro da construção e da mineração.

A entidade conta com o apoio de mais de 1 mil associados (profissionais e empresas de construção, de locação, fabricantes e prestadores de serviços) e de parceiros estratégicos, que englobam as principais entidades representativas de profissionais no Brasil e no exterior.

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Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração

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junho 21 , 2018

Particularidades da construção de rodovias influenciam decisões do gestor de frota

Medir a produtividade é indispensável para usuários de equipamentos pesados utilizados na área de construção. Embora existam tecnologias de monitoramento capazes de gerar dados com alta precisão, alguns cuidados básicos estão ao alcance das empresas e podem ser decisivos para o sucesso das obras, ajudando a garantir a eficiência de horas trabalhadas e o cumprimento de prazos.        
       
               Imagem retirada da dissertação de mestrado 
 
 
Reconhecer as particularidades de cada obra é o primeiro passo para uma boa gestão. No caso de construção de rodovias, quando são empregadas máquinas para terraplanagem e compactação, indicadores que para outros tipos de obra seriam muito importantes, como horímetro, quilometragem e material movido, podem não contar muito. O mais significativo para o cálculo de produtividade de uma motoniveladora, por exemplo, usada para o espalhamento da camada granular, é o número de passadas, ou seja, o número de vezes percorridas pelo equipamento em determinada área até se obter o nivelamento completo.  

Em obras de execução de pavimentos rodoviários, as máquinas são variadas. Uma vez concluído o trabalho da motoniveladora com a camada granular, os rolos compactadores de solo entram em operação para garantir espessura e densidade necessárias. Se for exigido atingir uma espessura elevada, a empresa provavelmente irá priorizar o uso de rolos vibratórios. Para o trabalho em solos menos coesivos, o uso de cilindros pé de carneiro pode ser o mais indicado. Os rolos também atuam na fase de compactação do asfalto, em que os cilindros lisos são comumente empregados no acabamento, enquanto rolos estáticos equipados com pneus são os ideais quando é preciso diminuir o nível de permeabilidade e garantir maior estabilidade na orientação de partículas de agregados.   

Há ainda as fases de produção e espalhamento de camadas betuminosas. Dados como produção de usinas de asfalto, que no Brasil variam entre 25ton/h e 240 ton/h, e a adequação do volume desse material com a capacidade dos espargidores e pavimentadoras de asfalto devem ser considerados, levando em conta a densidade da mistura. Catálogos, manuais e especificações técnicas de fabricantes de equipamentos também podem oferecer informações úteis. Outras considerações estão na dissertação de mestrado Sobre a Estimativa de Produção de Equipamentos de Construção de Pavimentos Rodoviários, de autoria de Wilbert Raymundo Ríos Sotomayor, com orientação de Cássio Eduardo Lima de Paiva e apresentada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Postado em Revista Grandes Construções, Revista M&T

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junho 14 , 2018

Tecnologia de automação pode ampliar produtividade de escavadeiras hidráulicas

As escavadeiras hidráulicas são os equipamentos de terraplanagem mais utilizados pela construção civil, graças à capacidade de trabalho, versatilidade e adequação destes equipamentos. O uso das escavadeiras é crescente ao redor do mundo e vem incorporando tecnologias desenvolvidas nos últimos anos e também alguns paradigmas, como o consumo consciente de combustíveis fósseis e segurança no local de trabalho. 

A representação do comportamento de máquinas por meio de sistemas computacionais é uma realidade difundida pelos simuladores virtuais, usados em treinamentos de operadores. O preparo oferecido pela simulação realista contribui para evitar custos provenientes de retrabalhos e manipulação pouco adequada de equipamentos.  
 
 

Sistemas computacionais parecidos são usados na automação de manipuladores de escavadeiras hidráulicas e trazem benefícios, como execução de tarefas com maior precisão. Além disso, escavadeiras com sistemas automatizados têm potencial para facilitar operações em ambientes que apresentam risco ao operador, como locais subterrâneos e aterros sanitários.   

Os sistemas criados para automatizar manipuladores de escavadeiras hidráulicas são complexos, pois é necessária a representação de subsistemas – mecânico e hidráulico -, responsáveis pela cinética do instrumento, e a devida interação entre eles; porém, resultados promissores já foram obtidos em testes práticos, sendo demonstrado que uma escavadeira automatizada pode apresentar o dobro de produtividade. Em alguns modelos de automação, a tecnologia de GPS é incorporada e transmite dados relativos ao posicionamento do manipulador em tempo real ao operador, reduzindo o número necessário de manobras do equipamento.  

A dissertação de mestrado Modelagem e Controle do Manipulador de uma Escavadeira Hidráulica estudou o assunto e foi defendida na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) por Éverton Lins de Oliveira com orientação de Décio Crisol Donha.    

Postado em Revista M&T

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junho 06 , 2018

Gestão dinâmica de projetos traz benefícios na execução da obra

Estando no início do processo construtivo, a formulação do projeto é uma fase de fundamental importância, pois exerce influência em todas as etapas subsequentes, com reflexos na configuração, custos e qualidade do empreendimento. Tendo em vista os avanços tecnológicos das últimas décadas e algumas tendências da arquitetura, o projeto passou a contemplar ainda mais detalhes. Outros aspectos atuais, como a implantação de programas de gestão e certificação de qualidade, também contribuem para a complexidade crescente do projeto. 
 
                    Foto: Grandes Construções 
 
Mesmo que o projeto contemple diferentes arranjos e necessidades, o processo de elaboração segue geralmente uma mesma fórmula, em que vários agentes participam do planejamento, identificando-se interfaces entre eles. Neste esquema, as informações geradas em determinada etapa do projeto são transmitidas e servem de ponto de partida para a fase seguinte. Tal método ocasiona projetos isolados, às vezes desenvolvidos de maneira desintegrada, o que pode gerar problemas durante e depois da execução de empreendimentos.   

Portanto, otimizar o processo de elaboração do projeto pode trazer benefícios. Uma medida é aplicar um sistema de gestão com armazenamento e registro de informações eficientes, priorizando a organização de diferentes versões de um mesmo projeto. Tendo em vista o aspecto multidisciplinar desta fase da construção, também é recomendada a presença de um profissional responsável por propor indicadores operacionais, financeiros e ambientais. A especialização de funções que integram a formulação do projeto também é positiva; é assim com o tecnólogo de construção civil, encarregado da quantificação de materiais, orçamentação e execução de obras. Não raramente, tais atividades são desempenhadas por profissionais envolvidos nos detalhamentos e desenhos de apoio.   

Outras considerações sobre o assunto estão na dissertação de mestrado Gestão do Processo de Projeto, de autoria de Gisele Vieira da Silva, com orientação de Cristine Nascimento Mutti e Lisiane Ilha Librelotto. A pesquisa foi apresentada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 

Postado em Revista Grandes Construções

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maio 30 , 2018

Revestimento em betoneiras reduz poluição sonora

A poluição sonora é um problema constante em grandes metrópoles, mas passa despercebido muitas vezes. No ambiente da construção civil, o quadro pode se agravar, devido à convivência com máquinas e outros equipamentos geradores de ruídos. É assim com as betoneiras, uma vez que o operador desses aparelhos está sujeito a um elevado desconforto sonoro, podendo prejudicar a rotina de trabalho do profissional, tornando-o menos produtivo e colocando a sua saúde em risco.    
                
                            Imagem retirada da dissertação de mestrado 
 
 
A legislação brasileira estipula 85 decibéis como valor limite máximo permitido para exposição a ruídos durante o trabalho, por um período de oito horas diárias. Estima-se que uma betoneira convencional é capaz de emitir aproximadamente 95 decibéis, sendo que um equipamento danificado pode gerar ainda mais poluição sonora. Além da manutenção e reposição regular de aparelhos, outras medidas existem para reduzir a emissão de ruídos prejudiciais ao entorno de um canteiro de obras e a trabalhadores dentro dele.    
 
Uma solução fácil de ser praticada é a instalação de material isolante nas betoneiras para absorção de ruídos. Revestir o tambor dos equipamentos com placas de EVA ou borracha líquida é uma prática com eficiência comprovada por estudos acadêmicos. A borracha líquida, geralmente usada em impermeabilização de lajes, telhados metálicos e juntas de dilatação, apresentou o melhor desempenho estudado. Ensaios demonstraram que um revestimento desse material instalado na face externa do tambor de uma betoneira pode reduzir os ruídos em até 13 decibéis. Aliada ao revestimento, a adição de uma tampa feita em madeira MDF na boca do tambor ocasiona redução de até 17 decibéis.
 
A viabilidade de revestimentos em betoneiras foi o assunto abordado na dissertação de mestrado Quantificação e Formas de Atenuação dos Níveis de Ruído Gerados pelo Uso da Betoneira, de autoria de Silvio Cesar Ribeiro, com orientação de André Nagalli e apresentada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).      

Postado em Revista Grandes Construções, Revista M&T

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maio 24 , 2018

Planejamento da gestão do canteiro de obras contribui para atenuar impactos ambientais

A geração de resíduos é uma questão primordial na construção civil, devido principalmente ao grande volume de material produzido. Estima-se que 50% dos resíduos de um centro urbano são originários de obras do setor. Sobre isso, medidas vêm sendo tomadas há algum tempo pelo Governo Federal com a intenção de ajudar construtoras a reduzir o impacto gerado ao meio ambiente. O Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, implantado em 2003, define práticas a serem cumpridas dentro dos canteiros, como: instalar coletores e áreas de armazenamento de resíduos divididos em categorias, de maneira a facilitar a coleta seletiva; segregar o material descartado não reciclável e disponibilizar instruções sobre o tratamento adequado de resíduos. 
 
               Foto: Grandes Construções 
 

Além do Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil e de medidas que o reforçou, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, construtoras também devem buscar apoio em códigos de obras e normas ABNT.  Diversificar as fontes de informação é importante, porque outras questões externas podem interferir na gestão de resíduos, como áreas de apoio, como alojamentos provisórios, sanitários e vestiários. Tais dependências, se não planejadas de maneira adequada, prejudicam o fluxo de trabalhos do canteiro de obras, dificultando a movimentação de caminhões, materiais e entulho.

Sobre os problemas de diferentes naturezas presentes no canteiro, pesquisadores recomendam algumas medidas. Ações de fiscalização regulares, auditorias internas e treinamento de funcionários são algumas das práticas aconselhadas. O assunto foi abordado na dissertação de mestrado profissional apresentada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): Planos de Gerenciamento da Construção Civil e Atenuação de Impactos Ambientais em Canteiros de Obras, de autoria de Fernando Sérgio Fogli com orientação de Maria Eliza Nagel. 

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maio 17 , 2018

Análise vibratória de fundações deve seguir métodos adequados

A execução de fundações exige cuidados especiais, pois é necessário que a interação entre máquina e fundação trabalhe de forma segura, com adequado funcionamento dos equipamentos e garantia do conforto humano. No Brasil, os maiores especialistas são em grande parte engenheiros mecânicos, enquanto que os programas de graduação em engenharia civil contemplam a análise dinâmica das fundações apenas de forma parcial. Além disso, não existe uma norma ABNT específica sobre este tema, apenas a ABNT NBR 6122 – Projeto e execução de fundações, portanto a referência mais utilizada é a N-1848 Projetos de Fundações de Máquinas, texto formulado pela Petrobras.
 
                Foto: Revista M&T 
 
 
Além dela, existem normas estrangeiras que também podem auxiliar especialistas brasileiros. Antes de iniciar a análise dinâmica de uma fundação de máquina, algumas informações devem ser observadas, como: parâmetros do solo – posição e natureza das camadas do solo, cota máxima do lençol freático, massa específica do solo, entre outros –, parâmetros do equipamento – frequências críticas de operação, cargas dinâmicas e peso do conjunto ou dos elementos do conjunto –, e parâmetros geométricos da fundação. 

O método de análise de fundações sob solicitações dinâmicas mais empregado no Brasil é a simplificação do modelo estrutural a partir do uso de molas de referência, o que pode gerar imprecisões, pois as molas comumente utilizadas em análises vibratórias convencionais podem não reproduzir com rigor o comportamento de interação entre solo e estrutura.
 
Tendo em vista as deficiências na execução de fundações de máquinas sobre estacas, pesquisas acadêmicas já apontam soluções para otimizar tal processo. Uma das soluções seria utilizar programas computacionais de elementos finitos para fins de aplicação prática. Alguns programas permitem, por exemplo, representação em 2D ou 3D do sistema analisado. Além de aspectos gerais apresentados virtualmente, como deslocamento e velocidade, os programas digitais permitem conhecer pontos mais específicos, como múltiplas camadas de solo e análise de viabilidade de instalação de amortecedores contra reflexão das ondas, o que reduziria a perda de energia por radiação.
 
O assunto foi abordado na tese de mestrado Análise Vibratória de Fundações de Máquinas sobre Estacas, defendia por Guilherme Alan Souza Costa na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (EURJ) com orientação de Marcus Peigas Pacheco. 

Postado em Revista Grandes Construções

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