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Empresários esperam que PIB da construção cresça 1,3% em 2019

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Texto: Yuri Soares

Estimativa foi divulgada pelo Sinduscon-SP, junto com outras entidades do setor. Abramat aponta que a indústria de materiais deve crescer até 2,5%

O Sinicesp espera uma retomada das obras paralisadas e continuidade ao programa de concessões do Governo Federal e do Estado de São Paulo (Créditos: divulgação/ Governo do Estado de São Paulo)

13/12/2018 | 10:07 – Na última reunião plenária de 2018, o Departamento da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deconcic-Fiesp) reuniu representantes da cadeia produtiva da construção, que apresentaram balanço das atividades de seus respectivos setores e suas perspectivas para o ano de 2019.

Dados apresentados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) apontam que, em 2019, o PIB da Construção deve crescer 1,3%. Trata-se de um cenário otimista, comparado aos prognósticos divulgados em anos anteriores, já que a taxa representaria a primeira expansão anual desde 2013. Mesmo assim, a variação acumulada desde 2014 fecharia em -20,0%.

O Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) afirmou que suas perspectivas para a evolução do consumo aparente de cimento para 2019 foram revisadas ao longo deste ano. Em abril, esperava-se um crescimento de 3,0% em 2019; em fins de julho, a expectativa passou para 3,5%. A projeção, agora, é de que haja alta de 3,7% no consumo aparente de cimento, no ano que vem, ainda com elevada capacidade ociosa no setor.

De acordo com balanço apresentando pela Gerdau, há uma expectativa de crescimento do consumo de aço no fechamento deste ano, que deve prosseguir em 2019, com expansão projetada de 7,0%.

Já a expectativa da Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção (Anepac) é de que, para 2019, o consumo de brita e de areia no Estado e na Região Metropolitana de São Paulo aumente 4,1%. A projeção leva em consideração a não existência de cenário de crescimento do volume de obras; o fato de os orçamentos do Estado e da Prefeitura de São Paulo não alimentarem expectativas positivas; e a falta de agilidade na retomada das obras paralisadas da Linha 6 do Metrô e do trecho Norte do Rodoanel.

Com relação ao faturamento da indústria de materiais de construção, quatro cenários projetados pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) apontam que, nos próximo quatro anos, o PIB deverá ficar entre 0% a 3%; a construção deve variar - 0,5% e +3,5%; o varejo de materiais subirá de 0,5% a 4%; e a indústria de materiais deve ficar entre 0% e 2,5%.

O Estudo do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção 2018/2019, da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), aponta que, com relação à 2019, as perspectivas são incertas entre construtoras e locadoras. Segundo a pesquisa, 61% das empresas consultadas estão otimistas com a economia brasileira, 48% se mostram otimistas com o setor da construção e 57% se dizem otimistas em relação à estimativa de sua própria empresa. O levantamento observa ainda que, em 2019, o crescimento das vendas deve ficar entre -2% e 4% no segmento.

O Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo, (Sinicesp) espera uma retomada das obras paralisadas e continuidade ao programa de concessões do Governo Federal e do Estado de São Paulo, a fim de sustentar a recuperação do nível de atividades do setor.

Um cenário de cautela foi apresentado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco). A última sondagem de expectativas econômico-financeiras do segmento, feito pela entidade em outubro de 2018, revelou que 75,5% dos empresários não pretendem aumentar o quadro de funcionários nos próximos 12 meses. Sendo assim, a expectativa é de que não haja uma retomada vigorosa do nível de atividades do setor, no próximo ano.