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Publicado em 09 de maio de 2024 por Mecânica de Comunicação

Stakeholders são fundamentais para a adoção da economia circular nas organizações

A Teoria dos Stakeholders (TS) aponta que o gestor é visto como um investidor organizacional que precisa mudar seu paradigma em função dos conceitos de sustentabilidade, deixando sua visão pautada meramente no lucro. Esta se mostra como a melhor estratégia na aplicabilidade da Economia Circular (EC) entre os diversos stakeholders e a integração de seus diferentes interesses como elemento central.

A responsabilidade social do gestor é trabalhada nesse contexto, como um elemento de equilíbrio entre os interesses dos acionistas e o da sociedade, uma vez acreditar que, aumentando o valor da empresa perante a sociedade, aumenta-se também o valor de suas ações e, consequentemente, o lucro dos stackeholders. O modelo condiciona o interesse de cada vez mais stakeholders se comprometerem com ela e com sua preocupação com o meio ambiente, visando mais que os lucros financeiros. Nota-se, à princípio, que alguns stakeholders são mais influentes que outros e isto pode ser um fator positivo ou negativo, uma vez que o conceito EC afirma a importância do modelo para economia.

Assim, considerando o avançado estágio dos impactos ambientais negativos e o comprometimento das possibilidades de vida para as futuras gerações face a finitude dos recursos naturais, novos estudos são importantes, assim como a EC nas organizações, que zelam pelo equilíbrio entre as necessidades da sociedade, seus interesses e a preservação do ambiente, apresentam uma opção de negócios promissora e que preserva o nosso maior patrimônio, o meio ambiente, alcançando os objetivos propostos.

O desenvolvimento sustentável nas organizações modernas não se resume somente a conotação ambiental, mas se transformou em parte dos objetivos e desafios das empresas para que se garanta a viabilidade do negócio, promovendo inclusive a definição de valores organizacionais.

A tendência para o futuro é transformar o conhecimento sobre desenvolvimento sustentável em um pré-requisito para ser trabalhado nas empresas. Elevar o padrão de excelência em gestão com todos os stakeholders pode se tornar uma fonte de informação que ajudará a organização a reduzir os impactos de suas atividades, demostrando ser imperativo sua aplicabilidade para uma conscientização em larga escala e alcance eficaz na transposição para a economia de berço ao berço.

Desta forma, a responsabilidade social, frente aos impactos ambientais ocasionados por determinada marca e/ou empresa, é algo que, diretamente, abrange apenas os stakeholders envolvidos em sua unidade corporativa, porém é necessário se atentar para o fato de que a comunidade também é um dos stakeholders da organização, e de fundamental importância.

A preocupação com a sociedade é fundamental, também com os empregados, os fornecedores, os acionistas, os consumidores e o governo, que precisam ter suas necessidades identificadas e satisfeitas a fim de que seja otimizado o tempo na busca pelo sucesso amplo e conjunto; a preocupação em atender os interesses mútuos pode garantir este sucesso.

Se o sucesso das organizações envolver as necessidades de ações sustentáveis e a conscientização dos stakeholders e dos consumidores, o futuro do planeta estará mais bem amparado e a valoração dessas empresas, frente ao mercado consumidor, se tornará um atraente modelo para angariar cada vez mais stakeholders.

As informações acima foram extraídas da dissertação de mestrado Economia Circular: análise e aplicabilidade nas organizações sob a perspectiva da teoria dos stakeholders, defendida por Sandro Costa Gonçalves, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade Brasil, sob orientação do professor Evandro Roberto Tagliaferro.