Associação Brasileira de Tecnologia
para Construção e Mineração

Governança precisa estar ligada aos aspectos ambientais e sociais para que esses temas avancem nas companhias

A Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG) consolida um movimento que vem ocorrendo há algumas décadas para fomentar iniciativas, ações e boas práticas que resultem em impactos positivos nessas três áreas. Na avaliação de Vinícius Ambrogi, Head de Novos Negócios e Marketing da EBP Brasil, esse modelo está ganhando espaço na discussão empresarial, e as corporações que buscarem implementar as diretrizes ESG terão oportunidades de obter melhores créditos e condições de venda, alcançando um ganho financeiro efetivo.

“A sustentabilidade está baseada em um conjunto pleno e equilibrado de ações, que darão condições para a empresa encarar o futuro”, pontuou o responsável pela área de ESG na EBP Brasil, durante o BW Talks O Diagnóstico ESG, promovido no dia 4 de novembro. A seu ver, pelo modelo se tornará um indicador preponderante na viabilidade dos negócios, por ter sido liderado pelos mercados financeiro e de capitais. O Guia ESG foi publicado em maio de 2019 pela Nasdaq, com o intuito de unificar todas as metodologias e iniciativas em uma única diretriz, possibilitando avaliar comparativamente e pontuar as empresas com ações na bolsa americana. “Esse é o principal ganho que o ESG traz ao mercado: ser puxado pelo setor financeiro. Antes, a indústria liderava esse processo e, em alguns casos, o setor de serviços, mas os contextos não estavam bem conectados”.

Em sua participação no evento online do Movimento BW, iniciativa da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), Ambrogi ressaltou a importância de a governança estar ligada aos aspectos social e ambiental. “A governança precisa estar imbuída em todas as esferas, porque, se ela não considerar os outros dois temas, não é possível coloca-los na frente e em ação. Elas devem andar de forma paralela, mas a  governança precisa ser a responsável por tocar essas questões”.

Para contribuir com esse modelo que está se consolidado no mercado, a EBP reuniu seu conhecimento nessas áreas para desenvolver uma ferramenta prática, realista e objetiva, a fim de trazer informações pertinentes para a gestão dos indicadores ESG por parte das corporações. Ambrogi contou no BW Talks O Diagnóstico ESG, que a fermenta deve consolidar, ao longo prazo, indicadores nacionais setoriais para que possa ter efetivamente um benchmark no mercado brasileiro.

A ferramenta permite uma autoavaliação da companhia em cada um dos pilares, por meio da inclusão de informações preliminares, que trazem indicadores iniciais, gerando um cenário da atual situação da empresa. “Nenhum dado por si próprio é válido, se não analisado conjuntamente na perspectiva de inter-relacionamento dos indicadores e do conceito próprio da sustentabilidade”, pontuou o Head de Novos Negócios e Marketing da EBP Brasil, que acrescentou que em uma avaliação preliminar já é possível identificar como estão os aspectos governança, ambiental e social em relação ao setor, mas é preciso ter a consciência de que os indicadores que estão sendo construídos dependem da maturidade e da amplitude do escopo da companhia.

Segundo Ambrogi, o conhecimento de dados possibilita identificar os potenciais de crescimento e as oportunidades de melhoria ou para mitigação. Com isso, a empresa pode priorizar seus propósitos e realizar um planejamento estratégico, colocando em prática as ações necessárias, realizando o monitoramento e o acompanhamento dessas tarefas, por meio de KPIs (Indicador-chave de Desempenho), medindo os resultados.

O BW Talks O Diagnósticos ESG está disponível no site oficial do Movimento BW.