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Publicado em 26 de março de 2020 por Mecânica de Comunicação

Sistema online pode contribuir para minimizar as perdas do abastecimento de água

A crise hídrica vivenciada pelo país nos últimos anos tem afetado diferentes municípios do país. De acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA), a diminuição das chuvas resultou em uma baixa disponibilidade da água tanto de forma qualitativa como quantidade, levando, dessa forma, a escassez de recursos hídricos. E, consequentemente, ocasionando dificuldades na distribuição da água em suas diferentes funcionalidades. 

As perdas de água decorrentes de vazamentos e/ou da baixa disponibilidade representam um prejuízo econômico, fazendo com que esses custos sejam repassados aos usuários. Dessa forma, há a necessidade de se pensar num plano de ação para controlar e reduzir as perdas de água no abastecimento.

A problemática da escassez de recursos hídricos está diretamente relacionada com a exploração desmedida dos mananciais, sendo que o consumo consultivo voltado ao abastecimento de água tem como princípio abastecer a população com água tratada. De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informação sobre o Saneamento (SNIS) de 2017, a média percentual de perdas de água na distribuição do Brasil é de 38%. Contudo, ao regionalizar os níveis de perdas de água durante sua distribuição, a região Norte ocupa o último lugar apresentando o maior percentual, de 47,3%, enquanto a região Sudeste detém o menor percentual com 34,7%. 

De acordo com estudos de especialistas, a maior parte das perdas reais, se deve às falhas na execução das redes de abastecimento, à vida útil das tubulações, e à falta de um programa que combata as perdas físicas. Enquanto que, a maioria das perdas aparentes, está relacionada à ocorrência de fraudes e de consumidores não hidrometrados.

Para o levantamento das perdas reais são utilizados indicadores que calculam a diferença do volume disponível e o volume autorizado; e para as perdas aparentes, o cálculo é feito subtraindo as perdas reais do valor da perda total, sendo necessárias as pesquisas de campo. Por isso, mesmo sendo consideradas relativamente normais, as perdas do abastecimento de água demonstram a deficiência do setor, gerando assim grandes desafios aos gestores.

Assim, o problema das perdas na distribuição deve fazer parte da política de gestão de todas as operadoras de saneamento devendo se tornar mais comprometidas com a redução das perdas no abastecimento. É necessário ainda, o empenho da sociedade em fazer uso racional da água.

Outra forma de gerar a participação da sociedade é estimular as denúncias relacionadas às perdas no qual a tecnologia da informação (TI), através do uso da internet, torna-se um contribuinte importante já que nos dias atuais a maioria dos cidadãos tem acesso à rede. A TI é uma importante ferramenta na comunicação e gerenciamento de atividades que acompanha com rapidez as mudanças ocorridas entorno do globo, podendo levar ao aumento da produção e melhorias na qualidade do suporte aos usuários. Além de abranger processamentos de dados, a TI está relacionada com a engenharia de software, sistemas de informações entre outros, englobando assim processos organizacionais e administrativos.

Desse modo, a criação de um sistema de alerta, on-line para detecção das perdas/vazamentos de água no sistema de abastecimento de um munícipio pode ser uma ferramenta eficiente para diminuir esse problema, uma vez que grande parcela da população tem acesso à internet e não há a perda de tempo em ligações demoradas e/ou outros tipos de atendimento. O sistema estaria integrado ao site da concessionária, buscando, dessa forma, interagir com a população, facilitando a localização e a definição dos tipos de perdas existentes através das denúncias realizadas.

As considerações acima foram extraídas da dissertação de mestrado Confecção da Ferramenta Web para o Diagnóstico das Perdas no Sistema de Abastecimento de Água na Cidade de Porto Velho - Rondônia, defendida por Prince Pereira da Costa, na Universidade do Estado do Amazonas - UEA, sob orientação da professora Maria Astrid Rocha Liberato e coorientação da professora Valdete Santos de Araújo.

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