Associação Brasileira de Tecnologia
para Construção e Mineração

BLOG SOBRATEMA

Publicado em 09 de setembro de 2021 por Mecânica de Comunicação

Tecnologias de automação podem acelerar o processo de compostagem

A compostagem é um processo milenar de decomposição de matéria orgânica. É amplamente vista como um método econômico e ambientalmente sustentável de transformar materiais residuais em produtos comerciais. Quando se adota um sistema de compostagem de resíduos orgânicos como forma de tratamento dos materiais descartados, adota-se também a sustentabilidade ambiental.

Com essa prática são retirados do meio ambiente, resíduos que causariam transtornos, alguns até irreversíveis. Ela reduz o volume de resíduos em 40 a 50% e mata os patógenos pelo calor gerado no processo. A compostagem dos resíduos orgânicos sem tratamento é responsável pela liberação de gases que contribuem para o efeito estufa. O tratamento adequado desses resíduos influencia na sustentabilidade ao passo que, gera empregos, diminui a emissão CO2, produz adubo orgânico de qualidade, minimiza a quantidade de material descartado em aterros.

A automação do processo de compostagem resulta em benefícios para o tratamento de resíduos sólidos, uma vez que permite uma compostagem mais acelerada e reduz consideravelmente o tempo de produção. Muitas empresas adotam processos modernos de compostagem, visando melhorias em seu processo de reciclagem de resíduos sólidos.

 

Nesse sentido, torna-se urgente o desenvolvimento de tecnologias destinadas ao processo de compostagem, sob o ponto de vista ambiental e sanitário, a fim de aproveitar os resíduos sólidos para fins agrícolas. É imprescindível a criação de tecnologias mais acessíveis aos processos de compostagem, que possam promover a aeração do material reciclado.

Existem alternativas capazes de elevar a eficiência dos processos e a automação possibilita um ganho em produtividade e qualidade nos produtos ou serviços. O uso de um sistema de automação na Leira Estática Aerada (LEA) possibilita a medição dos fatores que afetam diretamente o processo de compostagem, como a temperatura e umidade.

Com sensores instalados na leira é possível obter informações e analisar qual o melhor método ou procedimento a ser adotado. Sem dúvida, um sistema de controle de processo é capaz de verificar seu próprio funcionamento, efetuando medições e até aplicar métodos corretivos, com ou sem a interferência humana.

Na LEA, o sistema adotado é capaz de medir a temperatura no interior da leira e, se acima do ideal, acionará o ventilador instalado no processo que fará controle automático da temperatura, por meio da insuflação de ar no tubo instalado no interior da LEA. Com o sistema de automação, todo o processo de compostagem será melhorado, por fazer correções automáticas e levantar informações precisas do comportamento e das mudanças ocorridas na LEA ao longo do processo. A compostagem de resíduos orgânicos decomporá o material transformando-o de forma mais eficiente, rápida e corroborará com a sustentabilidade ambiental.

Além disso, a automação do processo de compostagem oferece oportunidade de mostrar que há maneiras de tratar os resíduos de forma correta e assistida, além de conscientizar todos para a separação de vários tipos de resíduos, não só os mais comuns como garrafa pet e alumínio.

As informações foram extraídas da dissertação de mestrado Automação do processo de compostagem: uso de sensores para monitoramento e controle de parâmetros de um processo sustentável, defendida por Janice Rodrigues da Silva, no Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Catalão, sob orientação do professor José Waldo Martínez Espinosa e coorientação do professor Ed Carlo Rosa Paiva.